Evangelicofóbicos. Esse grupo seria “Formado por ativistas LGBTUVWXYZ, juristas, parlamentares e governantes laicistas, além de boa parte da grande mídia… movimento [que] deseja cumprir à risca a agenda liberal. Esta, que é mundial, conta com o apoio de ilustres governantes, como Barack Obama, e abarca a liberação do aborto e a destruição da família segundo o modelo esposado na Bíblia Sagrada”.
Bem com no passado, O dito chamado Pastor Marcos Feliciano, deixou muito a desejar em suas pregações, então é tempo dos evangélicos orarem por ele, que aja um despertar para que ele tenha verdadeira sede do ¨evangelho verdade¨. Exatamente aquele que está na bíblia.
Com tudo isto vejo a mão de Deus poderosamente agindo, e permitindo. Há uma necessidade de mudança conceitual a respeito de posições ferrenhas, referentes a estado de alma de indivíduos que passa dos limites. Um julgando no que era para amar e respeitar decisões, de grupo, quer de cunho filantrópico ou de causa aparentemente correta, Que é totalmente distinta, ao que o outro defende.
Embora se lembre das promessas bíblicas, enfatizando que os evangélicos não tem nada a temer, fez uma ressalva, considerando os últimos acontecimentos “querem calar os verdadeiros pregadores do Evangelho. E alguns desses inimigos da Palavra de Deus e dos bons costumes prometem até pegar em armas, se for necessário. Um desses evangelicofóbicos disse que vai lutar para destruir toda a influência do cristianismo sobre a sociedade brasileira”.
Lembra-se Que Deus estar em seu trono com um lado do seu braço estendido para justificar, o outro lado estendido para julgar.
Álvaro de Campos Lôbo.
Formado em Teologia
terça-feira, 12 de março de 2013
terça-feira, 26 de abril de 2011
PASCÓA OU LIBERTAÇÃO
Jesus está vivo e bate na porta de cada coração, lembrando, mas do que nunca nesta páscoa, Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Ele deixa sua marca de amor, que foi incompreendido pelos homens.
Ele disse: vim para resgatar, mas não me receberam pois, o meu sofrimento que lhe custou lagrima e sangue foi substituído por alguns, que fizeram da pele do coelho seu destino, e do seu pé um amuleto da sorte, na oportuna chance de libertação da escravidão do pecado. Jesus trouxe vida, e vida em abundancia, este sabor de alegria, para aos que entregam sua vida para ele, terá. A fertilidade, crescimento, e a grande porção da paz. Diferentes de falsa ideologia, fragmentadas com sabores diversos, misturados numa caixa de chocolate. Jesus não quer ser só lembrado, mas vivido em nossos corações, como, nosso redentor e salvador, Afinal seu sacrifício foi o propósito. Para que o homem pudesse experimentar o renovo da aliança estabelecida Por Deus. Que pudéssemos ser feitos filhos. E a través de um Relacionamento com Jesus Cristo “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebeu o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” Aqueles que são salvos são “filhos de Deus mediante a
“A SUA GRAÇA em Cristo Jesus” porque Deus “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” Jesus continua nos chamando para libertação O fruto imediato e constante dessa fé, pela qual somos nascidos de Deus, o fruto que de modo algum pode separar-se dela, nem sequer por uma hora, é o domínio sobre o pecado: - domínio sobre o pecado exterior de toda espécie, sobre toda palavra ou obra má; porque, onde quer que o sangue de Cristo é aplicado, “purifica a consciência de obras mortas”; e sobre o pecado interior, porque Ele purifica o coração de todo desejo e inclinação profana. Descrevo largamente este fruto da fé.. “Como podemos nós – diz ele – que”, pela fé, “morremos ao pecado, continuar nele?” “Nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que o corpo do pecado pudesse ser destruído, de modo que não servíssemos ao pecado”. “Do mesmo modo considerai-vos mortos ao pecado, mas vivos para Deus, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. “Não reine, pois, o pecado em vossos corpos mortais”; “mas entregai-vos a Deus, como tendo ressuscitado dentre os mortos”. “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, - graças a Deus, que éreis servos do pecado – mas vos tornastes livres”. A
clara significação é: Deus seja louvado, porque, embora fosseis, no passado, servos do pecado, agora, todavia, “sendo libertados do pecado, vós vos tornastes servos da justiça” O maior caminho a seguir não é só emocionar-se pelo sofrimento de Jesus, mas ir até ele. Ouça o que ele diz:
Eu sou o caminho a verdade e a vida ninguém vem ao pai se não por mim
EU NÃO DIRIA FELIZ PASCOÁ, MAS DIRIA; FELIZ DIA DA MINHA LIBERTAÇÃO. EM CRISTO.
teologia/Álvaro
Jesus está vivo e bate na porta de cada coração, lembrando, mas do que nunca nesta páscoa, Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Ele deixa sua marca de amor, que foi incompreendido pelos homens.
Ele disse: vim para resgatar, mas não me receberam pois, o meu sofrimento que lhe custou lagrima e sangue foi substituído por alguns, que fizeram da pele do coelho seu destino, e do seu pé um amuleto da sorte, na oportuna chance de libertação da escravidão do pecado. Jesus trouxe vida, e vida em abundancia, este sabor de alegria, para aos que entregam sua vida para ele, terá. A fertilidade, crescimento, e a grande porção da paz. Diferentes de falsa ideologia, fragmentadas com sabores diversos, misturados numa caixa de chocolate. Jesus não quer ser só lembrado, mas vivido em nossos corações, como, nosso redentor e salvador, Afinal seu sacrifício foi o propósito. Para que o homem pudesse experimentar o renovo da aliança estabelecida Por Deus. Que pudéssemos ser feitos filhos. E a través de um Relacionamento com Jesus Cristo “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebeu o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” Aqueles que são salvos são “filhos de Deus mediante a
“A SUA GRAÇA em Cristo Jesus” porque Deus “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” Jesus continua nos chamando para libertação O fruto imediato e constante dessa fé, pela qual somos nascidos de Deus, o fruto que de modo algum pode separar-se dela, nem sequer por uma hora, é o domínio sobre o pecado: - domínio sobre o pecado exterior de toda espécie, sobre toda palavra ou obra má; porque, onde quer que o sangue de Cristo é aplicado, “purifica a consciência de obras mortas”; e sobre o pecado interior, porque Ele purifica o coração de todo desejo e inclinação profana. Descrevo largamente este fruto da fé.. “Como podemos nós – diz ele – que”, pela fé, “morremos ao pecado, continuar nele?” “Nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que o corpo do pecado pudesse ser destruído, de modo que não servíssemos ao pecado”. “Do mesmo modo considerai-vos mortos ao pecado, mas vivos para Deus, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. “Não reine, pois, o pecado em vossos corpos mortais”; “mas entregai-vos a Deus, como tendo ressuscitado dentre os mortos”. “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, - graças a Deus, que éreis servos do pecado – mas vos tornastes livres”. A
clara significação é: Deus seja louvado, porque, embora fosseis, no passado, servos do pecado, agora, todavia, “sendo libertados do pecado, vós vos tornastes servos da justiça” O maior caminho a seguir não é só emocionar-se pelo sofrimento de Jesus, mas ir até ele. Ouça o que ele diz:
Eu sou o caminho a verdade e a vida ninguém vem ao pai se não por mim
EU NÃO DIRIA FELIZ PASCOÁ, MAS DIRIA; FELIZ DIA DA MINHA LIBERTAÇÃO. EM CRISTO.
teologia/Álvaro
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Teologia Devocional
alunos ÁLVARO,CICERA,LUZINETE.LEONORA
INTRODUÇÃO
Problemas é que não nos faltam nos dias atuais. E de toda ordem. Financeiros, políticos, emocionais, familiares, espirituais, de relacionamento, de saúde, de segurança, de moradia… Seu grau de agravamento decorre das influências das circunstâncias em que vivem ou trabalham as pessoas. E sobre eles ainda incide a pressão das mudanças éticas, morais, de costumes, de hábitos, deixando as pessoas confusas, a tal ponto que, na hora da angústia, não sabem qual é o melhor caminho a seguir. Assim, todos precisam de ajuda para sobreviver, de auxílio para conseguir enxergar seus problemas e de cuidado para melhor solucioná-los.
Aí está o campo para a atuação do conselheiro pastoral. Esse trabalho é normalmente desenvolvido pelos pastores, mas também pode ser feito pelos membros, desde que a liderança invista em cursos de especialização na área de psicoteologia.
RODEIOS E RISTÊNCIAS
Libertar de rodeios e resistências é uma sucessão de ações e reações com o objetivo de trabalhar com as pessoas para que sejam socorridas em tempo oportuno, tornem sabedoras das origens e desenvolvimentos da opressão e da dominação na sociedade em que vivem. Isso contribui para que entendam melhor sua vida profissional, financeira, social, psicológica e religiosa. Não criar rodeios e resistências, implica em ações que tirem a pessoa da influência negativa do reino das trevas, mas também do reino dos seres humanos.
Todo processo de cuidado, aconselhamento é uma ação ou realização continuada e prolongada de alguma atividade que vise, ao final, o bem-estar daquele que necessita de cuidados. Porém, trilhar esse caminho de auxílio ao outro exige uma análise critica dos fatores que envolvem a vida da pessoa em questão. Isso pode revelar as diversas origens do problema e, também, direcionar para os melhores caminhos a fim de solucioná-los.
Os problemas de origens pessoais podem ser identificados na história de vida do aconselhado e têm muito a revelar sobre quem é a pessoa, como chegou ao ponto em que está. Identificadas as raízes das questões que a atormentam, ficará mais fácil desenvolver um trabalho de acompanhamento, de cuidado pastoral, até que haja libertação dos sentimentos negativos, dos pensamentos ruins e da forma de vida que prejudica a si mesmo e aos outros.
Quando um indivíduo nasce, já encontra uma estrutura pronta para recebê-lo. No decorrer de seu crescimento, ele não se adaptará a muitas questões que são consideradas normais para outras pessoas. Isso lhe trará conflitos interiores entre aquilo que pensa ser o correto e aquilo que todos dizem ser o certo. A estrutura política, social, financeira, familiar e outras vigentes durante o tempo de existência de uma pessoa poderão trazer problemas que exigirão maiores cuidados pastorais. E que o aconselhado não resista
O tratamento proposto.
As relações, os processos e as estruturas sociais, enquanto formas de dominação política e apropriação econômica, produz uma história de vida de muitas pessoas plena de diversidades, disparidades, desigualdades, antagonismos. As condições de sobrevivência, o trabalho das diversas categorias profissionais e as classes sociais é de fundamental importância para uma análise e identificação dos problemas de origens sociais. A libertação social precisa fazer parte da visão de quem faz um trabalho de orientação, de quebrar rodeios ou tabus, pois a raiz dos problemas poderá estar lá.
Identificada a origem das dificuldades da pessoa que busca ajuda pastoral, é necessário avaliar as opções de soluções existentes que favoreçam uma mudança de vida por parte de quem precisa passar pelo processo de ajuda. A militância política pode auxiliar na derrubada de sistemas que oprimem e destroem o ser humano. O cuidado pastoral orientado por este modelo pensa em uma teologia da quebra de resistências que vise à melhoria de vida. Em todos os aspectos da população. É um grande caminho para cuidar daqueles que almejam uma vida liberta por motivos banais, para derrubar barreiras, e levantar a auto-estima.
SILÊNCIO
Deus fez o silêncio para que pudéssemos bater de frente com o barulho. Como diria Lulu Santos, “não existiria som se não houvesse o silêncio”. Logo, o Silêncio é o importante da história. Manter o silêncio é uma benção, uma qualidade, uma força mas também pode ser o inicio para o fim, a faísca para o fogo.
Quanta vez se encontrou em uma situação onde tudo o que queria era quebrar o silêncio que existia no ar e sair falando um monte de coisas, algumas vezes boas, outras, nem tanto… Porém, ele estava ali, firme, forte, e sábio… o Silêncio.
Começamos pelo estagiário. O Silêncio deveria ser seu principal requisito. Como os estagiários sofrem. Sofrem se falam na hora errada, sofrem se não falam, e sofrem até mesmo quando estão certo, mas estagiário (e nada contra eles, pelo contrário, acho que são peças fundamentais em qualquer empresa) “nasceu” pra ficar em silêncio.
E o pessoal da criação? Tem o silêncio como uma benção. Aquele brainstorm com várias idéias saindo pelas mentes dos diretores de arte, os redatores exalando seus belos títulos. Mas, no fundo, toda boa idéia aparece quando o silêncio paira no ar.
O Atendimento usa do silêncio para ser paciente, seja com os doutores criativos, seja com os sabichões. O Planejamento pensa o silêncio. Saber usar o silêncio é uma das grandes virtudes de um profissional de atendimento e de aconselhamento Seja quando esta no meio de uma discussão com a participação de ajuda , seja no meio de um doutorado, ouvindo as informações. Ou consultórios pastorais.
Até mesmo o pessoal da produção, que vive no meio do som, do áudio, do vídeo, pede silêncio para ouvir aquele detalhe, silêncio para prestar bem atenção à perfeição.
Por definição, Silêncio significa estado de quem se cala, ausência de ruído. SOSSEGO, CALMA. O silêncio não paira no ar, invade a alma, transcende os espíritos, eleva os mil pensamentos, E é essa contradição que faz o mundo em que vivemos ser fantástico. O silêncio é uma dádiva de Deus, mas que existe como um paradigma a ser quebrado pelos escolhidos: nós, pastores, aconselhadores. Faça o mínimo de silêncio possível, você esta entrando no mundo da orientação e correção. Muitas vezes o silencio é sinal de resposta, a pergunta que não quer calar. Situações de revolta, recalque. Marcas que a vida deixou, são sintomas que marcam e machuca o indivíduo. Nada que o silencio traz à tona a realidade de fatos á resposta o silêncio pode nos dar.
INSUCESSOS, E O DESEJO DE INTERROPER A AJUDA PREMATURAMENTE
Quando procuramos maneiras de progredir, nós todos tendemos a enfocar áreas específicas diminutas, em traços que não gostamos em nós mesmos ou em habilidades mensuráveis que gostaríamos de adquirir ou melhorar.
Damos-nos por satisfeitos com muitos de nossos talentos vitais e habilidades, não percebendo que eles podem ser desenvolvidos e melhorados. Estes talentos e habilidades podem torná-lo mais efetivo e eficiente, no trabalho e fora dele. Eles são cruciais para o aconselhamento, e dominá-los irão lhe dar uma maior satisfação e a segurança que você precisa para avançar na orientação para o indivíduo
Nesta primeira parte que quero abordar, inicialmente o conceito de persistência. Que oferece várias perspectivas de pensamento que sustenta a idéia sobre que significa e o que fazer. Ter em mãos e na mente, para tal indivíduo tratado, não quebrar o elo de assistência, Estabeleça Metas para Você Mesmo, ajuda-lhe a enfocar aonde você quer ir e onde deseja levá-lo. Estabelecer metas significa que você não está sendo levado sem objetivos ou passivamente, de um lugar para outro, ou de uma ocupação para outra, o que pode Significar que você está estabelecendo objetivos em longo prazo para paulatinamente expressar cuidados. E verdade no tocante a sua palavra, encorajá-lo a uma introspectiva de consciência que o problema ainda é maior que se possa pensar, Não estagnar, mas avançar. Calcular tempo, mapeando e visualizando outrem, pode assim encadear soluções.citar frases bíblica; texto que possa comparar com dias atuais Leia as histórias da vida de homens e mulheres famosos. Todos eles estabeleceram metas para si próprios, depois nunca se desviaram dos caminhos que levaram a essas metas.
Considera as cinco habilidades de vida essenciais: criatividade, escutar, falar, ler, e tomar decisões. Muitas pessoas vêem a maneira como conduzem, ou não, esses aspectos do dia-a-dia da vida como imutáveis. Mas estas habilidades são procedimentos que se aprendem, e você encontrará uma variedade de técnicas que o ajudarão a desenvolver, refinar, e dominá-las.
Finalmente, você aprenderá como dominar o estresse, uma parte inevitável da vida. O estresse é muitas vezes visto como um fato simplesmente desagradável. Mas ele pode ser reduzido e dirigido para minimizar seus aspectos negativos e maximizar os positivos. Sem duvida aparece no caminho de aconselhamento. Ter uma vida reta de moral elevada. Ser conhecedor da palavra.
COMPREENSÃO DAS PESSOAS QUE SOFREM DE TENSÃO NERVOSA
Para compreender o comportamento humano é fundamental conhecer a motivação humana. O conceito de motivação se utilizou com diferentes sentidos. Em geral, motivo é o impulso que leva à pessoa a atuar de determinada maneira, isto é que dá origem a um comportamento especifico.
Este impulso à ação pode ser provocado por um estímulo externo, que provenha do ambiente, ou gerado internamente por processos mentais do indivíduo. Neste aspecto a motivação se relaciona com o sistema de cognição do indivíduo. Cognição ou conhecimento representa o que as pessoas sabem a respeito de si mesmas e do ambiente que as rodeia. O sistema cognitivo de cada pessoa inclui seus valores pessoais e esta profundamente influída por seu ambiente físico e social, sua estrutura fisiológica, os processos fisiológicos, e suas necessidades e experiências anteriores.
Em conseqüência, todos os atos do indivíduo estão guiados por sua cognição pelo que sente, pensa e crê.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que se preste uma maior atenção ao diagnóstico e tratamento adequado das doenças mentais, tensão nervosa, como meio de reduzir a incidência do suicídio, cometido anualmente por cerca de 873.000 pessoas.
Por ocasião da realização do Dia Mundial da Saúde Mental, que neste ano ressalta a importância da conscientização social para os riscos, a agência sanitária da ONU lembra que o suicídio é uma das principais causas de mortes prematuras e evitáveis. Provocadas por tensão nervosa.
“Muito freqüentemente, o suicido é conseqüência de erros nos processos de diagnóstico e tratamento de sérias doenças mentais" assegurou o principal responsável da OMS, o sueco Anders Nordstrom.
A organização com sede em Genebra calcula que 90% dos casos de suicídio estão associados a desordens mentais ou que chamamos de tensão nervosa. Como depressão, esquizofrenia e alcoolismo e que no mundo há cerca de 450 milhões de pessoas com problemas mentais, neurológicos ou de conduta.
Um dos campos que mais preocupa os especialistas é o do suicídio entre os jovens, já que há países, como a China, que o ato se transformou na principal causa de morte da população entre os 15 e os 35 anos, enquanto na região Européia - formada por 52 países segundo a distribuição da OMS - já é a segunda.
Apesar do conhecimento de tratamentos efetivos para grande parte das desordens psiquiátricas, os especialistas asseguram que ainda existem grandes lacunas, especialmente com relação a sua acessibilidade.
De fato, a organização da ONU elaborou um estudo em quatorze países em desenvolvimento que põe em destaque que entre 76% e 85% das pessoas que sofrem com alguma doença mental não tinham recebido tratamento algum durante o último ano.
Por isso, Nordstrom apontou que "torna-se necessária uma resposta coordenada de todos os âmbitos para reduzir o suicídio através da luta contra as doenças mentais", que afetam cada vez mais pessoas no mundo todo.
Entre as propostas da OMS se encontra a promoção da saúde mental no campo das políticas nacionais e das Instituições e profissionais especializados, assim como das iniciativas de prevenção de desordens além do compromisso das comunidades locais.
CONCLUSÃO
A psicologia moderna está baseada na sabedoria do homem e não na de Deus. É a opinião dos homens em vez da autoridade da Palavra de Deus. A diversidade das opiniões humanas vê-se no fato de haver mais de duzentos e cinqüenta sistemas de psicoterapias e mais de dez mil técnicas, cada uma delas advoga superioridade em relação às demais.
Don Hillis afirma que “esta tendência contém no mínimo um perigo: A razão humana substitui a Palavra de Deus para resolver os problemas emocionais e espirituais. As respostas racionais que não estão fundamentadas em princípios espirituais podem trazer algum alívio temporal, mas com o tempo, os resultados podem ser decepcionantes e até prejudiciais.”
Muitos problemas, provavelmente a maior parte daqueles para os quais as pessoas precisam de ajuda, são os causados pelo pecado: lares desfeitos, famílias divididas, conflitos interpessoais, preocupações, drogas, álcool, assim como algumas depressões. Para todos estes problemas, o que é preciso não é a voz de uma psicoterapeuta, mais o poder da cruz de Cristo. Somente o Salvador pode dizer: ”Os teus pecados te são perdoados, vai em paz.”
Muitas vezes, as curas modernas para a alma procuram transferir a responsabilidade sobre outrem. O pecado é uma doença, ou então o problema é causado por meio da pessoa. Há que repreender os pais por causa da conduta inaceitável dos filhos. Como conseqüência, as pessoas estão aliviadas de toda a responsabilidade pessoal. John MacArthur fala de uma mulher que se dizia obrigada a viver uma vida imoral desde há anos: ”O conselheiro sugeriu que a sua conduta era o resultado de mágoas infligidas por um pai passivo e uma mãe demasiado autoritária.”
Henry Sloane Coffin avalia precisamente a situação: “a psicologia atual oferece mais um motivo para as pessoas se justificarem. Homens e mulheres que são examinados arranjam maneira de se emancipar descarregando nomes horríveis que os religiosos enérgicos associaram ao pecado, para rebatizá-los por nomes despidos de toda e qualquer idéia de culpa. Desta forma, as pessoas são mal adaptadas ou introvertidas em vez de desonestas e egoístas. Um homem de cinqüenta anos, cansado da sua mulher, envolve-se com uma jovem com metade da sua idade. O terapeuta diz-lhe que sofre de um “espasmo de volta à adolescência”, em vez de colocá-lo perante a verdade: «Não cometerás adultério». ”O tratamento que a sociedade oferece é a quem que podemos oferecer? para pessoas tensas, nervosa causada muitas vezes pela própria sociedade com caos e males vigentes, como transito. Fome falta de emprego, por não ter uma política de estruturação e organizacional devida.
Somos vozes que ecoam no deserto? temos. Capacidade de mudar parâmetros intransponíveis? Homens de DEUS?Até quando seremos negligentes?
REFERENCIAS
www.fen.ufg.br/revista/
Politicacidadaniaedignidade. blogspot.com/
Blog past./Hilton
INTRODUÇÃO
Problemas é que não nos faltam nos dias atuais. E de toda ordem. Financeiros, políticos, emocionais, familiares, espirituais, de relacionamento, de saúde, de segurança, de moradia… Seu grau de agravamento decorre das influências das circunstâncias em que vivem ou trabalham as pessoas. E sobre eles ainda incide a pressão das mudanças éticas, morais, de costumes, de hábitos, deixando as pessoas confusas, a tal ponto que, na hora da angústia, não sabem qual é o melhor caminho a seguir. Assim, todos precisam de ajuda para sobreviver, de auxílio para conseguir enxergar seus problemas e de cuidado para melhor solucioná-los.
Aí está o campo para a atuação do conselheiro pastoral. Esse trabalho é normalmente desenvolvido pelos pastores, mas também pode ser feito pelos membros, desde que a liderança invista em cursos de especialização na área de psicoteologia.
RODEIOS E RISTÊNCIAS
Libertar de rodeios e resistências é uma sucessão de ações e reações com o objetivo de trabalhar com as pessoas para que sejam socorridas em tempo oportuno, tornem sabedoras das origens e desenvolvimentos da opressão e da dominação na sociedade em que vivem. Isso contribui para que entendam melhor sua vida profissional, financeira, social, psicológica e religiosa. Não criar rodeios e resistências, implica em ações que tirem a pessoa da influência negativa do reino das trevas, mas também do reino dos seres humanos.
Todo processo de cuidado, aconselhamento é uma ação ou realização continuada e prolongada de alguma atividade que vise, ao final, o bem-estar daquele que necessita de cuidados. Porém, trilhar esse caminho de auxílio ao outro exige uma análise critica dos fatores que envolvem a vida da pessoa em questão. Isso pode revelar as diversas origens do problema e, também, direcionar para os melhores caminhos a fim de solucioná-los.
Os problemas de origens pessoais podem ser identificados na história de vida do aconselhado e têm muito a revelar sobre quem é a pessoa, como chegou ao ponto em que está. Identificadas as raízes das questões que a atormentam, ficará mais fácil desenvolver um trabalho de acompanhamento, de cuidado pastoral, até que haja libertação dos sentimentos negativos, dos pensamentos ruins e da forma de vida que prejudica a si mesmo e aos outros.
Quando um indivíduo nasce, já encontra uma estrutura pronta para recebê-lo. No decorrer de seu crescimento, ele não se adaptará a muitas questões que são consideradas normais para outras pessoas. Isso lhe trará conflitos interiores entre aquilo que pensa ser o correto e aquilo que todos dizem ser o certo. A estrutura política, social, financeira, familiar e outras vigentes durante o tempo de existência de uma pessoa poderão trazer problemas que exigirão maiores cuidados pastorais. E que o aconselhado não resista
O tratamento proposto.
As relações, os processos e as estruturas sociais, enquanto formas de dominação política e apropriação econômica, produz uma história de vida de muitas pessoas plena de diversidades, disparidades, desigualdades, antagonismos. As condições de sobrevivência, o trabalho das diversas categorias profissionais e as classes sociais é de fundamental importância para uma análise e identificação dos problemas de origens sociais. A libertação social precisa fazer parte da visão de quem faz um trabalho de orientação, de quebrar rodeios ou tabus, pois a raiz dos problemas poderá estar lá.
Identificada a origem das dificuldades da pessoa que busca ajuda pastoral, é necessário avaliar as opções de soluções existentes que favoreçam uma mudança de vida por parte de quem precisa passar pelo processo de ajuda. A militância política pode auxiliar na derrubada de sistemas que oprimem e destroem o ser humano. O cuidado pastoral orientado por este modelo pensa em uma teologia da quebra de resistências que vise à melhoria de vida. Em todos os aspectos da população. É um grande caminho para cuidar daqueles que almejam uma vida liberta por motivos banais, para derrubar barreiras, e levantar a auto-estima.
SILÊNCIO
Deus fez o silêncio para que pudéssemos bater de frente com o barulho. Como diria Lulu Santos, “não existiria som se não houvesse o silêncio”. Logo, o Silêncio é o importante da história. Manter o silêncio é uma benção, uma qualidade, uma força mas também pode ser o inicio para o fim, a faísca para o fogo.
Quanta vez se encontrou em uma situação onde tudo o que queria era quebrar o silêncio que existia no ar e sair falando um monte de coisas, algumas vezes boas, outras, nem tanto… Porém, ele estava ali, firme, forte, e sábio… o Silêncio.
Começamos pelo estagiário. O Silêncio deveria ser seu principal requisito. Como os estagiários sofrem. Sofrem se falam na hora errada, sofrem se não falam, e sofrem até mesmo quando estão certo, mas estagiário (e nada contra eles, pelo contrário, acho que são peças fundamentais em qualquer empresa) “nasceu” pra ficar em silêncio.
E o pessoal da criação? Tem o silêncio como uma benção. Aquele brainstorm com várias idéias saindo pelas mentes dos diretores de arte, os redatores exalando seus belos títulos. Mas, no fundo, toda boa idéia aparece quando o silêncio paira no ar.
O Atendimento usa do silêncio para ser paciente, seja com os doutores criativos, seja com os sabichões. O Planejamento pensa o silêncio. Saber usar o silêncio é uma das grandes virtudes de um profissional de atendimento e de aconselhamento Seja quando esta no meio de uma discussão com a participação de ajuda , seja no meio de um doutorado, ouvindo as informações. Ou consultórios pastorais.
Até mesmo o pessoal da produção, que vive no meio do som, do áudio, do vídeo, pede silêncio para ouvir aquele detalhe, silêncio para prestar bem atenção à perfeição.
Por definição, Silêncio significa estado de quem se cala, ausência de ruído. SOSSEGO, CALMA. O silêncio não paira no ar, invade a alma, transcende os espíritos, eleva os mil pensamentos, E é essa contradição que faz o mundo em que vivemos ser fantástico. O silêncio é uma dádiva de Deus, mas que existe como um paradigma a ser quebrado pelos escolhidos: nós, pastores, aconselhadores. Faça o mínimo de silêncio possível, você esta entrando no mundo da orientação e correção. Muitas vezes o silencio é sinal de resposta, a pergunta que não quer calar. Situações de revolta, recalque. Marcas que a vida deixou, são sintomas que marcam e machuca o indivíduo. Nada que o silencio traz à tona a realidade de fatos á resposta o silêncio pode nos dar.
INSUCESSOS, E O DESEJO DE INTERROPER A AJUDA PREMATURAMENTE
Quando procuramos maneiras de progredir, nós todos tendemos a enfocar áreas específicas diminutas, em traços que não gostamos em nós mesmos ou em habilidades mensuráveis que gostaríamos de adquirir ou melhorar.
Damos-nos por satisfeitos com muitos de nossos talentos vitais e habilidades, não percebendo que eles podem ser desenvolvidos e melhorados. Estes talentos e habilidades podem torná-lo mais efetivo e eficiente, no trabalho e fora dele. Eles são cruciais para o aconselhamento, e dominá-los irão lhe dar uma maior satisfação e a segurança que você precisa para avançar na orientação para o indivíduo
Nesta primeira parte que quero abordar, inicialmente o conceito de persistência. Que oferece várias perspectivas de pensamento que sustenta a idéia sobre que significa e o que fazer. Ter em mãos e na mente, para tal indivíduo tratado, não quebrar o elo de assistência, Estabeleça Metas para Você Mesmo, ajuda-lhe a enfocar aonde você quer ir e onde deseja levá-lo. Estabelecer metas significa que você não está sendo levado sem objetivos ou passivamente, de um lugar para outro, ou de uma ocupação para outra, o que pode Significar que você está estabelecendo objetivos em longo prazo para paulatinamente expressar cuidados. E verdade no tocante a sua palavra, encorajá-lo a uma introspectiva de consciência que o problema ainda é maior que se possa pensar, Não estagnar, mas avançar. Calcular tempo, mapeando e visualizando outrem, pode assim encadear soluções.citar frases bíblica; texto que possa comparar com dias atuais Leia as histórias da vida de homens e mulheres famosos. Todos eles estabeleceram metas para si próprios, depois nunca se desviaram dos caminhos que levaram a essas metas.
Considera as cinco habilidades de vida essenciais: criatividade, escutar, falar, ler, e tomar decisões. Muitas pessoas vêem a maneira como conduzem, ou não, esses aspectos do dia-a-dia da vida como imutáveis. Mas estas habilidades são procedimentos que se aprendem, e você encontrará uma variedade de técnicas que o ajudarão a desenvolver, refinar, e dominá-las.
Finalmente, você aprenderá como dominar o estresse, uma parte inevitável da vida. O estresse é muitas vezes visto como um fato simplesmente desagradável. Mas ele pode ser reduzido e dirigido para minimizar seus aspectos negativos e maximizar os positivos. Sem duvida aparece no caminho de aconselhamento. Ter uma vida reta de moral elevada. Ser conhecedor da palavra.
COMPREENSÃO DAS PESSOAS QUE SOFREM DE TENSÃO NERVOSA
Para compreender o comportamento humano é fundamental conhecer a motivação humana. O conceito de motivação se utilizou com diferentes sentidos. Em geral, motivo é o impulso que leva à pessoa a atuar de determinada maneira, isto é que dá origem a um comportamento especifico.
Este impulso à ação pode ser provocado por um estímulo externo, que provenha do ambiente, ou gerado internamente por processos mentais do indivíduo. Neste aspecto a motivação se relaciona com o sistema de cognição do indivíduo. Cognição ou conhecimento representa o que as pessoas sabem a respeito de si mesmas e do ambiente que as rodeia. O sistema cognitivo de cada pessoa inclui seus valores pessoais e esta profundamente influída por seu ambiente físico e social, sua estrutura fisiológica, os processos fisiológicos, e suas necessidades e experiências anteriores.
Em conseqüência, todos os atos do indivíduo estão guiados por sua cognição pelo que sente, pensa e crê.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que se preste uma maior atenção ao diagnóstico e tratamento adequado das doenças mentais, tensão nervosa, como meio de reduzir a incidência do suicídio, cometido anualmente por cerca de 873.000 pessoas.
Por ocasião da realização do Dia Mundial da Saúde Mental, que neste ano ressalta a importância da conscientização social para os riscos, a agência sanitária da ONU lembra que o suicídio é uma das principais causas de mortes prematuras e evitáveis. Provocadas por tensão nervosa.
“Muito freqüentemente, o suicido é conseqüência de erros nos processos de diagnóstico e tratamento de sérias doenças mentais" assegurou o principal responsável da OMS, o sueco Anders Nordstrom.
A organização com sede em Genebra calcula que 90% dos casos de suicídio estão associados a desordens mentais ou que chamamos de tensão nervosa. Como depressão, esquizofrenia e alcoolismo e que no mundo há cerca de 450 milhões de pessoas com problemas mentais, neurológicos ou de conduta.
Um dos campos que mais preocupa os especialistas é o do suicídio entre os jovens, já que há países, como a China, que o ato se transformou na principal causa de morte da população entre os 15 e os 35 anos, enquanto na região Européia - formada por 52 países segundo a distribuição da OMS - já é a segunda.
Apesar do conhecimento de tratamentos efetivos para grande parte das desordens psiquiátricas, os especialistas asseguram que ainda existem grandes lacunas, especialmente com relação a sua acessibilidade.
De fato, a organização da ONU elaborou um estudo em quatorze países em desenvolvimento que põe em destaque que entre 76% e 85% das pessoas que sofrem com alguma doença mental não tinham recebido tratamento algum durante o último ano.
Por isso, Nordstrom apontou que "torna-se necessária uma resposta coordenada de todos os âmbitos para reduzir o suicídio através da luta contra as doenças mentais", que afetam cada vez mais pessoas no mundo todo.
Entre as propostas da OMS se encontra a promoção da saúde mental no campo das políticas nacionais e das Instituições e profissionais especializados, assim como das iniciativas de prevenção de desordens além do compromisso das comunidades locais.
CONCLUSÃO
A psicologia moderna está baseada na sabedoria do homem e não na de Deus. É a opinião dos homens em vez da autoridade da Palavra de Deus. A diversidade das opiniões humanas vê-se no fato de haver mais de duzentos e cinqüenta sistemas de psicoterapias e mais de dez mil técnicas, cada uma delas advoga superioridade em relação às demais.
Don Hillis afirma que “esta tendência contém no mínimo um perigo: A razão humana substitui a Palavra de Deus para resolver os problemas emocionais e espirituais. As respostas racionais que não estão fundamentadas em princípios espirituais podem trazer algum alívio temporal, mas com o tempo, os resultados podem ser decepcionantes e até prejudiciais.”
Muitos problemas, provavelmente a maior parte daqueles para os quais as pessoas precisam de ajuda, são os causados pelo pecado: lares desfeitos, famílias divididas, conflitos interpessoais, preocupações, drogas, álcool, assim como algumas depressões. Para todos estes problemas, o que é preciso não é a voz de uma psicoterapeuta, mais o poder da cruz de Cristo. Somente o Salvador pode dizer: ”Os teus pecados te são perdoados, vai em paz.”
Muitas vezes, as curas modernas para a alma procuram transferir a responsabilidade sobre outrem. O pecado é uma doença, ou então o problema é causado por meio da pessoa. Há que repreender os pais por causa da conduta inaceitável dos filhos. Como conseqüência, as pessoas estão aliviadas de toda a responsabilidade pessoal. John MacArthur fala de uma mulher que se dizia obrigada a viver uma vida imoral desde há anos: ”O conselheiro sugeriu que a sua conduta era o resultado de mágoas infligidas por um pai passivo e uma mãe demasiado autoritária.”
Henry Sloane Coffin avalia precisamente a situação: “a psicologia atual oferece mais um motivo para as pessoas se justificarem. Homens e mulheres que são examinados arranjam maneira de se emancipar descarregando nomes horríveis que os religiosos enérgicos associaram ao pecado, para rebatizá-los por nomes despidos de toda e qualquer idéia de culpa. Desta forma, as pessoas são mal adaptadas ou introvertidas em vez de desonestas e egoístas. Um homem de cinqüenta anos, cansado da sua mulher, envolve-se com uma jovem com metade da sua idade. O terapeuta diz-lhe que sofre de um “espasmo de volta à adolescência”, em vez de colocá-lo perante a verdade: «Não cometerás adultério». ”O tratamento que a sociedade oferece é a quem que podemos oferecer? para pessoas tensas, nervosa causada muitas vezes pela própria sociedade com caos e males vigentes, como transito. Fome falta de emprego, por não ter uma política de estruturação e organizacional devida.
Somos vozes que ecoam no deserto? temos. Capacidade de mudar parâmetros intransponíveis? Homens de DEUS?Até quando seremos negligentes?
REFERENCIAS
www.fen.ufg.br/revista/
Politicacidadaniaedignidade. blogspot.com/
Blog past./Hilton
terça-feira, 27 de abril de 2010
CÉLULAS XXXXXXXXXXXXXXXX BIBLÍA (assunto do blog)

MASCARABILIDADE
Caros, irmãos em Cristo. Vivemos uma época de mentiras e falsidade, muitas vezes somos levados as meias verdades ao mesmo tempo dizemos que Deus, me revelou isto, aquilo....
Ficamos surpresos a quantidade de Pastores e Líderes que tem adotado em suas igrejas o dito chamado encontro. (G12, MCI, MDA, GRUPO FAMILIAR, CÉLULAS, etc.).
Satisfazendo seu ego, alimentando esperanças falsas em sua membresia. Distorcendo a palavra de DEUS. A bíblia Sagrada.
Jesus revolucionou vidas na base da verdade de encontro pessoal com ele. Indagando-os a fé. Amor, a veracidade da comunhão. Jesus teve um diálogo com aquela mulher prostituta força-lhe a um encontro, Jesus nos ensina muito naquele texto. (Jo, 8:1ª11) Ele foi direto ao ponto não precisou um concilio uma reunião para alcançar seu objetivo, tanto para aquela mulher como para quem tinha acusado do seu pecado. A intenção de Jesus era estimular ao pensamento a lembrança do erro. Eles estavam acusando uma mulher, enquanto suas vidas estavam em xeque. O que quero dizer que encontro é valido quando há um impacto com O Senhor, uma mudança total de vida e não um paliativo. Reuniões premeditadas onde quase sempre um camarada fala como se fosse um investigador em pontecial. Pecamos quando acrescentamos algo que a bíblia não respalda. Tenho vivenciado inúmeras reuniões que o espírito de Deus não opera,, sabe por quê? Caros!Porque levamos conosco uma expectativa de algo novo, o inesperado. Quando sim, acaba a reunião. Com refrigerantes e outras guloseimas. Parece-me que tem sido doloroso a liderança levar membros a orar, clamar, chorar. Comover Deus pelo ato de uma busca. Tanto falada. Abordada em sua palavra. Marcos 11:17
E ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes feito covil de salteadores.
Um show a parte mais um programa, mas uma imitação de tantas outras que virão;
Fico me perguntando onde está o ensino eclesiástico da igreja. A envagelização nem se fala e o estudo bíblico, a visitação, o acompanhamento pastoral, que muitos precisam. MT28: 19
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Lideres que mal sabe pregar, ou administrar suas igrejas, que aceita tudo. Que alimenta tudo, membros perto de aposentarem, por ocuparem vários cargos, mas pela equivoca de seu pastor ainda cadeira cativa. Que obriga suas opiniões serem válida, custe o que custar. Impedindo de sua igreja de avançar. Que envolve coitados irmões, desejosos de obter deles atenção, cuidado e amor. Mas que infelizmente são também levados a uma liderança medíocre.
Acionando programação ao léu, como Deus estivesse aprovando. Encontro tem que ser por mudança de vida, de salvação, libertação das algemas do faraismo, escravidão do pecado. Luc 4:18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos;
CONCENTRAÇÃO
Fora a falta de concentração que estas reuniões trazem; meninos passando pelo meio. Pessoas falando, TV ligada, rádio, enquanto falam outras preparam lanches, na cozinha se ouve barulhos de doer.. Ainda irmãos comentam foi maravilhoso!! Nestas ditas reuniões Certamente Deus não está presente. Lc9: 45 Eles, porém, não entendiam essa palavra, cujo sentido lhes era encoberto para que não o compreendessem; e temiam interrogá-lo a esse respeito...
Cito este versículo por sentir, a ação do diabo. ela é visível muitos destes encontros, ele tenta ofuscar a palavra. E que em ocasiões elas nem ser quer lidas. Porque há despreparo de Lideres, que não observam a sutil colocação demoníaca, neste ambientes vulnerável apenetração dele. "Como uma mordida de um mosquito". Diante de fato sério nada mais estimula há divisões de igreja, que colocam em certos encontros. Os questionamentos pastorais; porta de entrada para discussão, de todos os departamentos da igreja. O egocentrismo dos opinadores, etc. Questionamento de oração.. Até o afastamento a decepção. Luc 13:4
Ou pensais que aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém?
OBJTIVIDADE
Jesus sempre focou na raiz da palavra, sem rodeios. Precisamos olhar para cruz de cristo, ver nela a ação de Jesus. Sua morte, ressurreição. Aquilo que ele quer fazer em nossas vidas.. O encontro ele já nos proporcionou. Quando ao aceitar cristo como salvador pessoal. Qual seria outro encontro?
Passeio, distração; divertimento, pate-papo, então por que usar o nome de Deus? Ou encontro espirutal? Gn 3:4
Então não Será que padecestes tantas coisas em - vão? Se é que isso foi em vão em nome de Deus?
Caros, Deus não tem nada ver com as ambições, do homem. Vamos sim nos tornar crente, mas a começar em mim. Orando, conhecendo a sua palavra. Jejuando, pedindo, agradecendo. Testemunhando. Enfim, ser espirutal. Onde o inimigo certamente será abalado, e toda estrutura do inferno. Que a igreja alcance e complete sua missão. Mc. 16:15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.
DISPONABILIDADE
Só que algumas igrejas. Ministérios. Esqueceram, chegou à grande comodidade! “marmitex, pronto!”.
“A gora não vamos, mas sair e promover: envagelismo, cartazes, reservar ônibus, convocar a equipe de louvor”.
Temos o encontro será feito tudo lá (ouvir um pastor).
O mais absurdo que alguém já disse Jesus, se estivesse aqui faria encontros..
Este desenformado biblicamente, não sabe que Jesus usava estratégia simples e fatal.Ele falava do seu reino. Do seu plano de salvação, e mantia uma completa comunhão com Deus. Luc 1:77
Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados,
DESPREENDIMENTO
Apóstolo Pedro anunciou as boas novas de Jesus, numa convenção de:
Três mil pessoas. Sem necessidade de encontros espirituais, Luc 2:41. De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas;
O que dizer do apóstolo Paulo, que pregava com propósito de levar homens e mulheres, ao conhecimento da salvação. Sem retirar para acampamentos, encontros etc. Ele deixava exalar o cheiro do Espírito santo em sua vida. Ico9. 16 Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! Santo.
Oro, pelas vidas que poderiam ser mais aproveitadas em suas igrejas, muitas delas estão correndo desesperada por algo novo, Algo novo que Cristo já vez na cruz, doou sua vida por todos nós. E uma das coisas que ele pede, refere-se em: Salmos 46:10. "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus"
Na verdade poderíamos nos perguntar, que realmente eu preciso? De onde vem este vazio que estou aventurando com lideranças, fracas e desprovida de preparo?
COMPROMISSO
Deus é santo, é quer que nos tornemos santo. Para isto precisamos ter mãos limpas e coração puro. Salmos 24:3 Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo?
Salmos 24:4a Aquele que é limpo de mãos e puro de coração;
Estes encontros não vai te deixar santo, santinho ou mais santo, para Deus o que importa É SER. O absoluto ele não nos mede, não há graus de Santidade.
Ou você é impo ou sujo. IPE 1:16
Porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.
O contrário de tudo isto podendo estes encontros, confundir mentes de Membros, que não observam devaneios de lideres, pastores, pastoras, diáconos etc.
É de certa forma a emprestar suas vidas, a eles, pensarem, por você? Expor suas idéias. Pensamentos. Oportunistas que empurra com a barriga, um vazio que não pode ser preenchido por oração. Pregações do evangelho. Fazem
De sua incapacidade um ato, de desobediência.
A palavra de Deus.
DESAFIO A VERDADE
Fico por aqui. Esta é minha opinião interpretação que faço. Desafiando toda qualquer investida... Que possa vir. Pois se falarmos mais de oração, pregação
Obediência a Deus vida de santidade. Não teríamos tempo de perder tempo, com encontros matinais ou com encontros de casais, ou melhor, com encontro e troca de locais.
Álvaro de Campos Lobo
Teólogo (FATAD)
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Origem
O movimento G12 foi criado pelo pastor colombiano Cezár Castellanos Domínquez, da Missão Carismática internacional(MCI)
Castellanos iniciou seu movimento em 1983, inspirado no modelo de igreja em células do pastor sul-coreano David (Paul)Yonnyyi Cho da "Igreja do Evangelho Pleno". Com esse projeto deu-se início ao MCI. Castellanos afirma, então, ter recebido uma revelação profética diretamente de Deus, em 1991, em resposta à sua oração em prol do crescimento de sua igreja, devido o movimento inicial não ter obtido o êxito esperado.
Em seu livro "Sonhas e Ganharás o Mundo" Castellanos esclarece: "Em 1991, sentimos que se aproximava um maior crescimento, mas algo impedia que o mesmo ocorresse em todas as dimensões. Estando em um dos meus prolongados períodos de oração, pedindo a direção de Deus para algumas decisões, clamando por uma estratégia que ajudasse na frutificação das setenta células que tínhamos até então, recebi a extraordinária revelação do modelo dos doze. Deus me tirou o véu. Foi então que tive a clareza do modelo que agora revoluciona o mundo quanto ao conceito mais eficaz para a multiplicação da igreja: os doze. Nesta ocasião, ouvi o Senhor dizendo-me: vais reproduzir a visão que tenho te dado em doze homens, e estes devem faze-lo em outros doze, e este, por sua vez, em outros doze”
Sistemática
De acordo com a visão de Castellanos, a igreja deve ser subdividida em grupos. Esses grupos se reunem nas casas, onde se realizam reuniões de estudo bíblico e oração, sob a coordenação de um líder. O objetivo da célula é o crescimento e a multiplicação. Assim que a célula atinge a meta de 24 membros é dividida em duas células de 12 membros, e assim por diante. Algumas igrejas utilizam outros números de membros para a multiplicação. Porém, a idéia é a mesma.
Segundo Catellanos: "...o princípio dos doze é um revolucionário modelo de liderança que consiste em que a cabeça de um ministério seleciona doze pessoas para reproduzir seu caráter e autoridade neles para desenvolver a visão da igreja, facilitando assim a multiplicação; essas doze pessoas selecionam a outras doze, e estas a outras doze, para fazer com elas o mesmo que o líder fez em suas vidas".
Dessa forma, a visão, como costuma ser chamado o G12, é tratada como uma estratégia para frutificação rápida e eficaz da igreja, através da qual o evangelismo é sistematizado. É muito comum que algumas igrejas, adeptas do G12, estabeleçam metas de crescimento de modo a incentivar a multiplicação das células.
Segundo seus idealizadores, o G12 possui quatro etapas principais:
• Ganhar: Ocorre quanto um novo membro é convidado e começa a participar das reuniões na célula
• Consolidar: O membro participa ativamente das reuniões na célula e deve ir para o Encontro,retiro espiritual
• Treinar: Após o Encontro o participante recebe treinamento para liderar células
• Enviar: O novo líder está pronto para assumir uma célula.
Há porém várias versões para modelo de igrejas em células: o G12 colombiano,M12 de Renê e o G12 renovado da igreja Sara nossa Terra e outras com nomes,MDA,GRUPO FAMILIAR,ENCONTRO DE CASAIS ETC.
Encontro
Os Encontros fazem parte da estratégia de consolidação. São retiros, normalmente de três dias, realizados com os membros das células. Para participar é necessário passar pelas reuniões de pré-encontro, onde os participantes recebem instruções sobre a visão e a estrutura da igreja em células. Após o retiro também são realizadas reuniões pós-Encontro.
De acordo com Castellanos: "É a primeira experiência de confrontação cara a cara com Deus, consigo mesmo e com as demais pessoas, que o motivará a refletir no seu viver diário e a projetar-se com paz e segurança em Jesus Cristo para o futuro. O encontro é uma experiência genuína com Jesus Cristo, com a Pessoa do Espírito Santo e com as Sagradas Escrituras, no qual, mediante conferências, seminários, vídeos e auto-exame se leva o novo convertido ao arrependimento, libertação de ataduras e cura interior. O propósito é dar orientação clara, à luz das Sagradas Escrituras, ao recém convertido, sobre seu passado, presente e futuro com Jesus Cristo, mediante ministrações a nível pessoal e de grupo... Desta maneira, o novo crente é preparado para desenvolver uma relação íntima com o Senhor, facilitando-lhe o aprendizado da oração, leitura da Palavra e o conhecimento da visão..." É comum, em alguns casos, antes do Encontro o participante já ter passado pelo batismos nas águas, mas geralmente isso acontece após o encontro, quando o participante já alcançou certo nível de conciência de arrependimento de pecado, requisito primordial para a realização do Batismo.
Após o Encontro o membro da célula passa por um treinamento para se tornar líder. Esse curso dura de 3 a 6 meses e tem por objetivo formar o membro para conduzir as reuniões nas células. Quando um líder tem várias células sob seus cuidados ele recebe outros títulos, como supervisor ou coordenador.
Críticas
O Movimento G12 tem gerado grandes discussões no meio evangélico brasileiro, devido à sua conotação neo-pentecostal.Bem recebido e implantado por algumas igrejas e totalmente rejeitado em outras.
A principal crítica ao movimento é com relação às doutrinas.que os opositores alegam estar 'embutidas' no G12. Muitas dessas doutrinas não são aceitas pelas denominações tradicionais e pentecostais clássicas, tais como:batalha espiritual, quebra de maldições, cobertura espiritual, atos proféticos-- que envolvem até sacrifícios de animais --, cura interior, etc. Há algumas críticas também pelo fato de haver uma suposta sessão de regressão na qual o participante do encontro faz o seu "renascimento". Certos teólogos e Pastores, porém, consideram o G12 inapropriado por sua grande semelhança com certos cultos paganismo, tais similitudes estando mais evidentes durante os Encontros.
Pesquisado por:
Missionário Wallace(FATAD)
OBS: O missionário Wallace foi es líder e conferencista do G12 e outros.
Álvaro de Campos Lôbo(FATAD)
Teólogo
________________________________________
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
NOVOS REBANHOS
Conheça as diferenças entre os grupos evangélicos tradicionais, pentecostais e neopentecostais
As igrejas protestantes se dividem em três ramificações: as tradicionais, as pentecostais e as neopentecostais. As tradicionais compreendem principalmente as chamadas "igrejas históricas" que se originaram na Reforma Protestante ou bem próximo dela.
As pentecostais, por sua vez, englobam, as que tiveram início no reaviva mento nos Estados Unidos, entre l906 e l910. Esse fenômeno é um racha entre igrejas norte-americanas. As experiências "místicas do "batismo no Espírito Santo" levaram os membros a serem excluídos de suas antigas igrejas, formando, assim, outras comunidades que levaram o nome de Assembléias de Deus, "não confundir com a igreja brasileira que leva o mesmo nome).
Finalmente, os neopentecostais são igrejas oriundas dos pentecostalismos originais ou mesmo de igrejas tradicionais. Surgiram 60 anos depois do movimento pentecostal.
DIFERENTES GRUPOS
Mais rígido na interpretação da doutrina, os evangélicos tradicionais diferem apenas em relação à experiência do chamado "Batismo no Espírito Santo". Não aceitam o "Falar em outras línguas" (glossolagia) e dão forte ênfase ao ensinamento teológico e ao trabalho social, não se preocupando com usos e costumes, como vestimentos e adornos.
Já os neopentecostais formaram uma outra igreja, co-existindo conjuntamente com as pentecostais, mas sem se identificar com elas. Dão bastante ênfase ao louvor e são mais flexíveis teologicamente. É o grupo que mais cresce atualmente no Brasil - resultado do maciço investimento na mídia, com fazem as igrejas Universal e da Graça.
CORRENTES RELIGIOSAS
Tradicionais ou históricas
LUTERANA: fundada por Martinho Lutero (l524)
PRESBITERIANA: fundada por João Calvino (l5l7)
ANGLICANA: fundada pelo rei da Inglaterra Henrique VIII (l558)
BATISTA: fundada por John Smith (l609)
METODISTA: fundada por John Wesley (l740)
Principais Igrejas Pentecostais do Brasil
ASSEMBLEIA DE DEUS: fundada pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren (l9ll) é a principal expoente do pentecostalismo no Brasil
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL: fundada por Louis Francescon (l910)
IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR: fundada por Aimée Semple McPherson (l950)
O BRASIL PARA CRISTO: fundada por Manoel de Melo (l955)
DEUS É AMOR: fundada por Davi M. Miranda (l962)
Principais Igrejas Neopentecostais do Brasil
UNIVERSAL DO REINO DE DEUS: fundada por Edir Macedo (l977)
IGREJA INTERNACIONAL DA GRAÇA DE DEUS: fundada por Romildo R. Soares (l980)
SARA NOSSA TERRA: fundada por Robson Rodovalho (l980)
RENASCER EM CRISTO: fundada por Estevam Hernandez (l986)
O CRESCIMENTO DA IGREJA
TODA IGREJA LOCAL DEVE CRESCER: . Geograficamente . Crescer numericamente. Crescer espiritualmente. Crescer verdadeiramente. Crescer rapidamente
Toda igreja local deve crescer. Se a sua igreja não está crescendo, ela está espiritualmente doente. Lucas mostra em Atos dos Apóstolos que a igreja crescia pela vontade de Deus. É ele quem produz o crescimento da sua igreja. Esse crescimento, contudo, é promovido por Deus em resultado ao trabalho dos crentes que obedecem à Grande Comissão. Observem que em Atos, a igreja crescia por ação de Deus e pelo trabalho missionário dos irmãos. Lucas apresenta cinco maneiras como a igreja crescia ou como ela deve crescer hoje: crescimento geográfico, numérico, espiritual, verdadeiro e rápido.
1. CRESCIMENTO GEOGRÁFICO
O crescimento geográfico é a expansão do evangelho a partir da igreja local, de forma simultânea, até aos confins da terra. O versículo chave: "Mas receberei o poder, ao descer sobre vós o Esopírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, com toda a Judéia e Samarias, até aos confins da terra". (1.8). Observe que este versículo serve como esboço para o conteúdo do livro de Atos:
O evangelho se propaga por toda Jerusalém e Judéia - capítulos 1-7.
O evangelho se propaga por Samaria e regiões vizinhas - capítulos 8-l2.
O evangelho se propaga a terras distantes - capítulos 13-28
Em síntese: Missões locais, missões regionais e missões internacionais.
Toda igreja local deve ter uma visão de crescer geograficamente financiando missões, plantando igrejas, sustentando missionários em diversas regiões.
2 . CRESCIMENTO NUMÉRICO
O crescimento numérico é o aumento natural do número de pessoas convertidas pero Espírito Santo e acrescentadas à igreja. Lucas não esconde o fato de que a igreja crescia numericamente, por isso ele fez seus resumos em Atos.
l.l-6.7 - Nos fala do crescimento da Igreja de Jerusalém e finaliza com um resumo: Crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número de discípulos; muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé. A igreja crescia e se multiplicava em número de membros que obedeciam ao chamado eficaz de Deus. O crescimento era resultado direto da pregação e do ensino dos apóstolos.
6.8 - 9.31 - Descreve a divulgação do cristianismo através da Palestina e o martírio de Estevão, que foi seguido pela pregação em Samaria. Finaliza com o resumo: A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor e no conforto do Espírito Santo, crescia a número. Em todos os lugares a igreja aumentava em número de membros. Duas razões são apontadas para esse aumento: Os crentes viviam no temor do Senhor e experimentavam o conforto do Espírito Santo.
9.32 - l2.24 - Inclui a conversão de Paulo, a Igreja de Antioquia e a aceitação de Cornélio. O resumo é: "Entretanto a palavra do Senhor crescia e se multiplicava". A igreja crescia e multiplicava-se numericamente por meio da propagação da Palavra de Deus, a despeito dos ataques externos à igreja.
12.25 - l6.5 - Fala da propagação da igreja na Ásia Menor e da pregação pela Galácia. Finaliza: Assim as igrejas eram fortalecidas na fé e aumentavam em número dia a dia. A igreja crescia em número de membros, diariamente, como resultado de uma evangelização eficaz.
16.6 - l0.20 - Relata a expansão da Igreja na Europa e nas cidades grandes como Corinto e Éfeso: Assim a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente. A igreja crescia por causa da poderosa pregação da Palavra de Deus. O evangelho prevalecia contra a magia e o paganismo.
L0.21 - 28.31 - Nos fala da chegada de Paulo em Roma e de sua prisão ali. Termina com uma descrição de Paulo: Pregando o Reino de Deus e com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as cousas referentes ao Senhor Jesus. O que começou há trinta anos atrás em Jerusalém termina em Roma, numa casa alugada. Com toda intrepidez e sem impedimento, o reino de Deus está sendo pregado e produzindo frutos.
O crescimento numérico é destacado por Lucas como algo natural à igreja. Um princípio espiritual é estabelecido como norma: a igreja cresce naturalmente, quando ela obedece a Grande Comissão.
As igrejas protestantes se dividem em três ramificações: as tradicionais, as pentecostais e as neopentecostais. As tradicionais compreendem principalmente as chamadas "igrejas históricas" que se originaram na Reforma Protestante ou bem próximo dela.
As pentecostais, por sua vez, englobam, as que tiveram início no reaviva mento nos Estados Unidos, entre l906 e l910. Esse fenômeno é um racha entre igrejas norte-americanas. As experiências "místicas do "batismo no Espírito Santo" levaram os membros a serem excluídos de suas antigas igrejas, formando, assim, outras comunidades que levaram o nome de Assembléias de Deus, "não confundir com a igreja brasileira que leva o mesmo nome).
Finalmente, os neopentecostais são igrejas oriundas dos pentecostalismos originais ou mesmo de igrejas tradicionais. Surgiram 60 anos depois do movimento pentecostal.
DIFERENTES GRUPOS
Mais rígido na interpretação da doutrina, os evangélicos tradicionais diferem apenas em relação à experiência do chamado "Batismo no Espírito Santo". Não aceitam o "Falar em outras línguas" (glossolagia) e dão forte ênfase ao ensinamento teológico e ao trabalho social, não se preocupando com usos e costumes, como vestimentos e adornos.
Já os neopentecostais formaram uma outra igreja, co-existindo conjuntamente com as pentecostais, mas sem se identificar com elas. Dão bastante ênfase ao louvor e são mais flexíveis teologicamente. É o grupo que mais cresce atualmente no Brasil - resultado do maciço investimento na mídia, com fazem as igrejas Universal e da Graça.
CORRENTES RELIGIOSAS
Tradicionais ou históricas
LUTERANA: fundada por Martinho Lutero (l524)
PRESBITERIANA: fundada por João Calvino (l5l7)
ANGLICANA: fundada pelo rei da Inglaterra Henrique VIII (l558)
BATISTA: fundada por John Smith (l609)
METODISTA: fundada por John Wesley (l740)
Principais Igrejas Pentecostais do Brasil
ASSEMBLEIA DE DEUS: fundada pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren (l9ll) é a principal expoente do pentecostalismo no Brasil
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL: fundada por Louis Francescon (l910)
IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR: fundada por Aimée Semple McPherson (l950)
O BRASIL PARA CRISTO: fundada por Manoel de Melo (l955)
DEUS É AMOR: fundada por Davi M. Miranda (l962)
Principais Igrejas Neopentecostais do Brasil
UNIVERSAL DO REINO DE DEUS: fundada por Edir Macedo (l977)
IGREJA INTERNACIONAL DA GRAÇA DE DEUS: fundada por Romildo R. Soares (l980)
SARA NOSSA TERRA: fundada por Robson Rodovalho (l980)
RENASCER EM CRISTO: fundada por Estevam Hernandez (l986)
O CRESCIMENTO DA IGREJA
TODA IGREJA LOCAL DEVE CRESCER: . Geograficamente . Crescer numericamente. Crescer espiritualmente. Crescer verdadeiramente. Crescer rapidamente
Toda igreja local deve crescer. Se a sua igreja não está crescendo, ela está espiritualmente doente. Lucas mostra em Atos dos Apóstolos que a igreja crescia pela vontade de Deus. É ele quem produz o crescimento da sua igreja. Esse crescimento, contudo, é promovido por Deus em resultado ao trabalho dos crentes que obedecem à Grande Comissão. Observem que em Atos, a igreja crescia por ação de Deus e pelo trabalho missionário dos irmãos. Lucas apresenta cinco maneiras como a igreja crescia ou como ela deve crescer hoje: crescimento geográfico, numérico, espiritual, verdadeiro e rápido.
1. CRESCIMENTO GEOGRÁFICO
O crescimento geográfico é a expansão do evangelho a partir da igreja local, de forma simultânea, até aos confins da terra. O versículo chave: "Mas receberei o poder, ao descer sobre vós o Esopírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, com toda a Judéia e Samarias, até aos confins da terra". (1.8). Observe que este versículo serve como esboço para o conteúdo do livro de Atos:
O evangelho se propaga por toda Jerusalém e Judéia - capítulos 1-7.
O evangelho se propaga por Samaria e regiões vizinhas - capítulos 8-l2.
O evangelho se propaga a terras distantes - capítulos 13-28
Em síntese: Missões locais, missões regionais e missões internacionais.
Toda igreja local deve ter uma visão de crescer geograficamente financiando missões, plantando igrejas, sustentando missionários em diversas regiões.
2 . CRESCIMENTO NUMÉRICO
O crescimento numérico é o aumento natural do número de pessoas convertidas pero Espírito Santo e acrescentadas à igreja. Lucas não esconde o fato de que a igreja crescia numericamente, por isso ele fez seus resumos em Atos.
l.l-6.7 - Nos fala do crescimento da Igreja de Jerusalém e finaliza com um resumo: Crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número de discípulos; muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé. A igreja crescia e se multiplicava em número de membros que obedeciam ao chamado eficaz de Deus. O crescimento era resultado direto da pregação e do ensino dos apóstolos.
6.8 - 9.31 - Descreve a divulgação do cristianismo através da Palestina e o martírio de Estevão, que foi seguido pela pregação em Samaria. Finaliza com o resumo: A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor e no conforto do Espírito Santo, crescia a número. Em todos os lugares a igreja aumentava em número de membros. Duas razões são apontadas para esse aumento: Os crentes viviam no temor do Senhor e experimentavam o conforto do Espírito Santo.
9.32 - l2.24 - Inclui a conversão de Paulo, a Igreja de Antioquia e a aceitação de Cornélio. O resumo é: "Entretanto a palavra do Senhor crescia e se multiplicava". A igreja crescia e multiplicava-se numericamente por meio da propagação da Palavra de Deus, a despeito dos ataques externos à igreja.
12.25 - l6.5 - Fala da propagação da igreja na Ásia Menor e da pregação pela Galácia. Finaliza: Assim as igrejas eram fortalecidas na fé e aumentavam em número dia a dia. A igreja crescia em número de membros, diariamente, como resultado de uma evangelização eficaz.
16.6 - l0.20 - Relata a expansão da Igreja na Europa e nas cidades grandes como Corinto e Éfeso: Assim a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente. A igreja crescia por causa da poderosa pregação da Palavra de Deus. O evangelho prevalecia contra a magia e o paganismo.
L0.21 - 28.31 - Nos fala da chegada de Paulo em Roma e de sua prisão ali. Termina com uma descrição de Paulo: Pregando o Reino de Deus e com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as cousas referentes ao Senhor Jesus. O que começou há trinta anos atrás em Jerusalém termina em Roma, numa casa alugada. Com toda intrepidez e sem impedimento, o reino de Deus está sendo pregado e produzindo frutos.
O crescimento numérico é destacado por Lucas como algo natural à igreja. Um princípio espiritual é estabelecido como norma: a igreja cresce naturalmente, quando ela obedece a Grande Comissão.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O AGIR DE DEUS
Introdução
Tenho aprendido muito com Deus nos últimos anos acerca de sua estranha forma de agir e sinto-me desafiado a compartilhar isto com tantos quantos eu puder fazê-lo. A forma como tenho recebido a compreensão deste assunto e os conflitos pelos quais passei à medida que Deus falava comigo, dão-me a certeza que este ensino dará o que pensar e falar a muita gente.
Sei que alguns debaterão o que digo simplesmente porque são intransigentes; outros porque ainda não conheceram a dor de circunstâncias aparentemente sem explicação e com cara de "abandono de Deus"; mas sei que para a maioria dos leitores estas verdades serão recebidas como um bálsamo divino. E oro para que sejam um instrumento de restauração e edificação em sua vida.
Não escrevo defendendo e nem acusando ninguém. Só quero que as muitas vítimas da injustiça de alguns cristãos (que criam explicações simplistas e falam daquilo que não entendem e não viveram), possam ter alento. O que compartilho neste livro não é, necessariamente, a resposta para cada circunstância adversa; mas além de ser a resposta para muita delas, é também uma tentativa de mostrar que nosso atual universo de raciocínios e explicações dos fatos da vida cristã está longe de ser completo; é limitado, pobre, cego, e deve nos lembrar de que carecemos buscar em Deus mais revelação de sua Palavra.
Vivemos dias em que a fé evangélica tem crescido e se espalhado grandemente. Graças a Deus por isto! Mas temos que reconhecer que este crescimento numérico tem se dado numa velocidade e intensidade muito maior do que a capacidade da Igreja de fazer crescer em maturidade. O próprio crescimento gera inúmeros problemas e, na busca de uma melhor acomodação dos novos convertidos para que não se perca a oportunidade de crescer, uma nova geração de ministros está sendo formada.
Não com um embasamento forte na Palavra, mas com o estritamente necessário para atender a demanda. E isto tem trazido ao arraial do povo de Deus um evangelho diluído, simplista. Há uma diferença entre o evangelho simples, que toca o homem diretamente nas suas necessidades e que dispensa qualquer intelectualismo, de um evangelho simplista que tenta dar respostas diferentes da Bíblia, e que ao tentar simplificar as questões esquece-se que está lidando com gente que pensa, que tem emoções, sentimentos.
E assim estamos edificando uma geração confusa, machucada, cheia de dúvidas e até de descrença - embora para se fugir do inferno as pessoas aprendam a conviver e até mesmo conformar-se com elas.
Algo precisa sacudir-nos de nossa prepotência de acharmos que podemos entender Deus e sua forma de agir e ditar sempre e até antecipadamente como serão as coisas. Se algo acontece com alguém, sabemos porquê aconteceu; se deixa de acontecer sabemos exatamente o porquê não aconteceu; temos respostas para tudo!
Não posso negar que o reino espiritual é regido por princípios, e que sempre tais princípios serão imutáveis; mas há uma grande diferença entre vê-los funcionando e achar que são eles em operação!
Por exemplo, se alguém peca contra Deus, vai colher as conseqüências, que variam em função do comportamento da pessoa, se ela se arrepende ou não. Davi pecou adulterando e matando um amigo, foi perdoado por Deus (o que remove a mancha da culpa) mas colheu as conseqüências que lhe foram anunciadas pelo profeta Natã. Em uma outra situação (na carta à igreja em Tiatira) vemos Jesus repreendendo o pecado de uma mulher chamada Jezabel, e dizendo que no caso dela não se arrepender, seria julgada e prostrada de cama, num leito de enfermidade.
O pecado sempre tem conseqüências. Se me arrependo sou perdoado mas, ainda assim, colho as conseqüências. No caso de não me arrepender serei julgado. São situações diferentes, mas sempre haverá conseqüência. Pelo pecado de alguém podemos saber que haverá conseqüências e até prevenir a pessoa disto, mas o que não posso aceitar é a análise inversa; pelas circunstâncias que alguém está vivendo, tentar dizer se ela está ou não em pecado. É um campo onde não podemos entrar, além de que não cabe a nós julgar!
A Igreja do Senhor tem falhado muito nesta matéria nestes dias... São respostas simplistas para tudo. Se alguém não recebeu a resposta à sua oração, é falta de fé. Se algo negativo aconteceu foi o diabo e é porque houve brecha espiritual. Se as coisas não estão bem é porque a pessoa está em pecado. E assim por diante. Muitas vezes o que está acontecendo PODE ser uma destas coisas, mas não quer dizer que seja sempre só isto!
Não podemos nos considerar doutores na psicologia divina. Alguns são assim, parece-nos que chegam ao ponto até mesmo de se antecipar ao que Deus vai fazer. Neste caso Ele fará assim, no outro fará assado... mas os caminhos de Deus são mais altos que os nossos e seus pensamentos também! Paulo declarou aos coríntios: "Se alguém julga saber alguma cousa, com efeito não aprendeu ainda como convém saber" (I Co.8:2). Ninguém pode agir como um "sabe-tudo" em relação às coisas de Deus, principalmente em relação ao seu agir que é personalizado.
Voltemos a confiar na soberania de Deus e a aceitar que nem sempre teremos as respostas, mas sempre poderemos caminhar na certeza de que Ele tem o melhor para nós, quer o entendamos, quer não.
01
O Agir Invisível de Deus
Nossa reflexão bíblica começa com um texto escrito pelo homem que foi considerado o mais sábio em toda história da humanidade: Salomão. Não penso ser coincidência que Deus o tenha escolhido para escrever acerca disto; na verdade não acredito em coincidência; a definição dela que aprendi com outros irmãos em Cristo é que coincidência é a obra divina onde Deus não reclama a autoria.
O fato é que o rei Salomão era a pessoa mais indicada para nos dar a pista de que o agir de Deus nem sempre é visto e compreendido pelo homem, não importando quão sábio ele seja. Observe:
"Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas."
Eclesiastes 11:5.
Três coisas são mencionadas como algo que "não sabemos": o caminho do vento, a formação dos ossos de uma criança ainda no ventre materno, e o agir de Deus.
Na verdade, com a expressão "não sabes", entendemos que o escritor falava de coisas que "não vemos". Podemos saber o caminho do vento através do balançar das folhas de uma árvore, pelas evidências de que ele sopra, mas nunca por ser visível aos nossos olhos. O caminho do vento em si é algo oculto à nossa visão, ocorre fora do alcance da vista dos olhos.
Semelhantemente, a formação óssea de um bebê ocorre fora da vista dos nossos olhos; não podemos ver como ela se dá. Creio que a expressão "não sabes" que o rei sábio usou estava apontando para "o que não vemos", senão nem contemporânea seria esta afirmação, pois hoje a ciência tem trazido uma perfeita explicação da formação óssea do feto; podemos "saber", mas continuamos impedidos de ver.
Lembro-me que durante a gravidez de nosso primeiro filho minha esposa e eu fizemos duas ecografias e pudemos ver a formação física do Israel mesmo antes dele nascer. Contudo, mesmo com todos estes recursos da ciência moderna, a formação óssea do feto – e não falo da certeza que isto ocorre e nem de como ocorre, mas sim do processo – encontra-se fora da vista de nossos olhos. É algo semelhante ao caminho do vento. Podemos saber que ocorre e até ter evidências disto, mas é oculto aos nossos olhos; o que nos leva a defini-lo como invisível.
Com o agir de Deus não é diferente. O texto bíblico diz que Deus age em todas as coisas. Depois o versículo nos deixa claro que as duas menções anteriores de coisas ocultas aos nossos olhos, eram apenas um paralelo que ilustra o agir divino. Deus age sempre e em todas as coisas, porém, nem sempre este agir será visível aos nossos olhos, pois o que o caracteriza é esta sua definição bíblica de que é invisível.
Em nossos dias tenho visto o prejuízo da falta de conhecimento deste princípio e também da falta de temor de Deus. Como pastor ouço pessoas dizendo coisas absurdas com: "Ah, eu já coloquei Deus na parede; se em tanto tempo Ele não me atender, eu...". Dá vontade de dizer para alguns: - "Você o quê? Que ameaça é esta? Se Ele não fizer o que você quer, você faz o quê? Dá as costas para o Senhor e vai para o inferno? Quais são suas opções?"
É incrível a falta de respeito com a qual muitos se dirigem a Deus. Os papéis andam trocados. Pelo comportamento destas pessoas parece até que Deus já não é mais Senhor, mas simplesmente um secretário. Está errado; quem está na condição de servo somos nós e não Ele!
Sabe, há o ensino bíblico da fé, e eu creio nele, pois afinal de contas o que é bíblico é o conselho de Deus e ponto final. Creio no que Jesus ensinou sobre falar à montanha; creio em dar ordens aos problemas e obstáculos para que se movam de nossas vidas e sejam lançados no mar.
Contudo, é um absurdo confundir as coisas e achar que podemos dar ordens para Deus! Ninguém dá ordens a Deus. Diante dele todos devem se calar. Ele é soberano. Ele é santo. Ele é Deus. Ele é todo suficiente. Faz o que quer, como quer, quando quer. A Igreja precisa reaprender isto!
Sei que há promessas e princípios bíblicos que já são uma revelação da vontade divina, e que em situações onde eles podem ser indiscutivelmente aplicados, não precisamos orar para descobrir qual é a vontade do Senhor e o quê Ele quer fazer. Mas mesmo quando já sabemos o quê Ele quer fazer, nem sempre poderemos entender COMO Ele vai fazer o que quer, ou mesmo QUANDO isto se dará.
A forma de agir de Deus nunca foi e nunca será previsível. O homem não pode compreender o agir de Deus com sua mente e raciocínio, pois a operação de Deus está muito acima do nosso entendimento.
Quando Salomão mencionou o agir invisível de Deus, não disse que o Senhor deixa de agir nas circunstâncias onde pareça ausente, mas sim que nós não podemos VER sua operação. Não se trata de Deus deixar de agir, mas sim de fazê-lo de tal forma que nós não o vemos em ação.
Em lugar algum da Bíblia nos é apresentada uma ação divina padronizada. Não vemos o Senhor lidando com as pessoas por atacado, mas justamente o oposto. Cada pessoa e cada situação é tratada por Deus com carinho e criatividade. Há um agir personalizado e isto é inegável. Mesmo nas guerras e batalhas (acontecimentos muito comuns e repetidos nas páginas do Velho Testamento), nunca vemos duas intervenções divinas que sejam iguais.
Para cada situação houve uma intervenção diferente, embora os resultados finais fossem similares. O que concluímos é que mesmo quando a vontade expressa de Deus era livrar seu povo das mãos do inimigo, a forma como Ele faria era sempre um mistério. Ou seja, mesmo quando sabemos o quê Ele quer fazer, não podemos saber como irá fazê-lo.
O que necessitamos então, é parar de achar que Deus nos deva satisfação do seu agir. Ele age sempre e em todas as coisas (circunstâncias). A parte que nos cabe é crer e esperar sua manifestação, e não exigir que o Senhor mostre qual a forma de operar que foi adotada.
Há muita gente cobrando de Deus uma explicação para o que eles não entendem. Só que o Pai nunca prometeu que daria explicação de como Ele estaria operando. As únicas coisas das quais Ele falou foi que podíamos ter como certo é que Ele agiria, e enquanto Ele trabalhasse de forma INVISÍVEL aos nossos olhos, que nós crêssemos.
Um exercício contínuo de fé
Aliás, quero chamar sua atenção para a importância do fator confiança. Deus espera que nosso coração repouse Nele em todo o tempo e circunstância, e escolher um agir invisível aos nossos olhos é um belo treinamento para a nossa fé! Talvez esta seja uma das razões porque o Senhor tenha escolhido agir assim: exercitar continuamente nossa fé. E a definição bíblica de fé é esta:
"Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem."
Hebreus 11:1
Crer no agir de Deus é ter a convicção de algo que não se vê. Nosso irmão Paulo disse aos coríntios que "andamos por fé e não por vista" (II Co.5:7). A lição que o Senhor Jesus deu a Tomé após sua ressurreição é mais um atestado disto. A fé nunca se baseia no que vê, mas na certeza de que o que Deus prometeu é um fato e terá seu cumprimento.
Ora, estas coisas se aprendem logo no início da caminhada cristã e não são difíceis de aceitar; tampouco geram discussões entre o povo de Deus, pois são indiscutíveis. Mas na hora em que alguém está em aperto e não consegue ver Deus agindo (pois Seu agir é oculto aos nossos olhos), esta pessoa se esquece rapidamente disto!
Ninguém tem o direito de exigir do Senhor satisfação sobre sua maneira de agir. Primeiro, porque Ele é Senhor e não está em posição de ser questionado. Segundo, porque Ele nunca prometeu que alguém veria sua forma de agir; pelo contrário, ensina-nos em sua Palavra que seu agir é invisível aos nossos olhos e que nossa caminhada deve ser por fé e não por vista.
Ou seja, não devemos esperar ver, mas somente crer na fidelidade Daquele que prometeu agir em todas as coisas. Concluindo, Ele não tem nenhum compromisso de ter que explicar como está agindo, embora nós tenhamos a responsabilidade de permanecer em fé mesmo sem que haja evidência visível da operação de Deus.
Desde o início do relacionamento de Deus com os homens, vemos esta dificuldade humana de crer no invisível e a insistência divina de que deve ser assim. Quando Deus se manifestou de uma forma tão intensa a todo povo de Israel que saíra do Egito, absteve-se de aparecer em alguma forma para que não tentassem imitá-la depois na forma de ídolo:
"Então, o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes aparência nenhuma.
Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo; para que não vos corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher, semelhança de algum animal que há na terra, semelhança de algum volátil que voa pelos céus, semelhança de algum animal que rasteja sobre a terra, semelhança de algum peixe que há nas águas debaixo da terra."
Deuteronômio 4:12, 15-18.
O que este episódio retrata é a dificuldade que todo ser humano tem de confiar naquilo que não vê. O Senhor escolheu esta dimensão de relacionamento baseada na fé e confiança. E cada vez que Ele age sem que nossos olhos vejam ou nossa mente compreenda, está proporcionando-nos um exercício de fé. Na verdade, como Ele age sempre assim, proporciona-nos um exercício contínuo de fé!
O homem tem dificuldade de aceitar isto; vive tentando criar atalhos e se dá mal, pois quando entra num caminho que Deus não abriu, acaba indo cada vez para mais longe d'Ele. A idolatria em todo o mundo é prova disto; cada povo e cultura, em todos os períodos da história tem conhecido a fabricação de ídolos.
É um meio de tornar a fé visível e palpável; acham mais fácil crer no que se vê (ainda que seja um pedaço de pau ou de gesso) do que naquilo que é invisível. Mas Deus tem se revelado assim e quem quer relacionar-se com Ele tem que submeter-se a isto. E cada vez que nós, cristãos, murmuramos por não termos evidências aos nossos olhos para o agir de Deus, estamos incorrendo no mesmo erro dos idólatras! Parece mais ameno, mas a premissa é a mesma e se não cuidarmos, entristeceremos ao Senhor e nos afastaremos dele.
O não sabermos COMO Deus agirá não é, em momento algum, uma incerteza quanto ao fato de se Ele vai agir ou não; é somente a expectativa de como Ele nos surpreenderá com os caminhos que escolheu ao intervir em cada nova circunstância de nossa vida.
Devemos depender inteiramente do Senhor e aprender a exercitar continuamente nossa fé. Nos dias do ministério terreno de Jesus houve pessoas a quem Ele criticou por sua pequena fé e houve algumas a quem Ele elogiou por sua grande fé. Mas houve uma pessoa, da qual Cristo disse não ter achado fé semelhante a dele em todo Israel.
Era um centurião romano. Em Mateus 8:5-13 podemos ler sobre o pedido dele para que Jesus curasse um criado seu, e no momento em que Cristo se dispõe a ir a sua casa, este homem reconhece que isto nem era preciso e diz que se Jesus dissesse apenas uma palavra seria suficiente para que o milagre acontecesse, pois quando alguém está investido de autoridade suas ordens tem que ser obedecidas. Este centurião não quis nenhuma evidência visível; sua fé estava apoiada na Palavra de Cristo e isto bastava. Jesus disse que este foi o mais alto nível de fé que Ele encontrou. É neste nível que devemos nos sentir desafiados a nos mover quanto às coisas do Senhor!
Não devemos e não podemos agir tentando nos apoiar no que é visível, mas crer e depender inteiramente do que Deus tem dito em sua Palavra. E, à medida em que procedemos assim, exercitamos nossa fé. De fato, confiar em Deus sem depender de um testemunho visível é um exercício de fé. E repito: como Deus age sempre assim, então, o que teremos será um exercício contínuo de fé!
PENSAMENTOS MAIS ALTOS
Nossos olhos não alcançam a esfera da operação de Deus porque ela está num plano superior. Uma outra razão bíblica - além do exercício da fé - que encontramos para o fato de o Senhor agir num plano invisível aos nossos olhos, é que seus pensamentos são mais elevados que os nossos. A mente de Deus é infinitamente maior que a nossa e sua sabedoria é tão gigantesca que não há como dimensioná-la.
Esperar que Ele aja de forma que nós entendamos é limitar e rebaixar grotescamente seu agir. A maneira de nosso Senhor agir transcende o limite humano de compreensão. Quando as Escrituras falam dos caminhos de Deus mais altos que os nossos, relaciona este fato com o de seus pensamentos também serem mais altos que os nossos:
"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos."
Isaías 55:8,9
Podemos afirmar com toda certeza que o fato de Deus agir por caminhos mais altos (e isto deriva-se do fato de que seus pensamentos também são mais altos) deve-se à sua infinita capacidade de gerenciar todas as coisas. Quando pensamos na resposta para o nosso problema nossa mente limitada e egoísta só vê isto; mas quando Deus pensa na resposta do nosso problema, não pensa só nisto, mas vai além, muito além...
Ele consegue propor respostas que não se limitem só ao momento e conseqüência, mas que toquem a causa do problema e tenham também o poder de continuar agindo em nós quando o que considerávamos problema já não estiver mais presente. Também podemos sugerir que além de nos tocar isoladamente, Ele ainda pode estar propondo soluções que não envolvam somente a nós, mas também outras pessoas.
Deus pode ainda estar tocando não só uma área problemática, mas toda uma rede de outros problemas interligados ao que nos incomodava mais. Ou tocar valores e escolhas erradas que permitiram a entrada e instalação do tal problema. E mais, muito mais!
Nossa mente pode fazer uma grande e abrangente lista, mas não interessa o quão longe nossa perspicácia e raciocínio nos levem, jamais chegaremos perto da forma de pensar de Deus que é muito mais elevada.
A sabedoria de Deus nos é apresentada na Bíblia como tendo muitas formas. Em Efésios ela é denominada como a MULTIFORME sabedoria de Deus. Isto fala de uma sabedoria que não é limitada, mas que se abre num leque infinito de dimensões da operação divina. Esta ilimitada sabedoria pluraliza a resposta de Deus para cada problema ou obstáculo que o ser humano enfrenta; em vez de tocar de forma direta numa única questão, Deus tem o poder de trazer várias intervenções nas situações em que jamais enxergaríamos a necessidade disto.
Considere também que o Senhor conhece o futuro, coisa que homem algum e nem mesmo o diabo tem capacidade de conhecer; portanto a ação de Deus não está voltada somente ao já e ao agora, mas ela se estende para o futuro e sempre priorizará o nosso melhor sob uma visão global, mais abrangente do que jamais nossa mente poderia alcançar. A atuação de Deus é integrada e sinérgica.
Para o ser humano, o desvendar de mistérios parece ser algo de suma importância. Deus, por outro lado, parece fazer questão de ocultar algumas coisas, especialmente aquilo que diz respeito à sua ação em nossas vidas. Salomão foi um homem sábio e inquiridor, mas enxergou em Deus esta característica e a mencionou não apenas no livro de Eclesiastes, mas também no de Provérbios:
"A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las."
Provérbios 25:2.
Esquadrinhar não é coisa somente dos reis, mas de todo ser humano; só que no caso dos reis da antigüidade, quanto mais conhecedores dos mistérios eles eram, mais respeito ganhavam do povo. Mas esquadrinhar é algo que está ligado ao homem de forma geral; todos queremos entender bem e saber explicar as coisas, e diante disto, esta forma de Deus operar parece ser inaceitável à nossa própria carne. Gera lutas, mas precisamos aprender a superá-las e descansar em fé no Senhor.
É engraçado. Parece que quanto mais tentamos entender o agir de Deus, menos conseguimos enxergá-lo. Vemos um acontecimento bíblico que exemplifica isto. É o episódio da aparição de Jesus aos dois discípulos no caminho de Emaús.
Este texto mostra que temos a tendência de traçar nossos próprios planos para o agir de Deus. É como se, inconscientemente, estivéssemos dizendo a Deus como Ele deveria agir. Nos fixamos tanto em esperar que Ele aja de determinada maneira que, ao agir diferente do que esperávamos, não o conseguimos ver. Precisamos aprender a esperar pelo agir de Deus sem nos prendermos ao modo como Ele agirá.
ESPERÁVAMOS QUE FOSSE
Este episódio se deu após a morte e ressurreição de Jesus, quando dois discípulos caminhavam tristes para Emaús, não sabendo que Cristo havia ressuscitado, e o próprio Jesus aparece a eles, mas NÃO PUDERAM reconhecê-lo, pois seus olhos estavam fechados:
"Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas.
Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles.
Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer."
Lucas 24:13-16.
Repare que o texto diz que os olhos deles estavam impedidos de reconhecê-lo. Não sei se você já parou para pensar porque estavam impedidos, mas eu já. Durante muito tempo eu achei que Jesus não quis que eles o reconhecessem, ou que Ele talvez estivesse diferente depois da ressurreição, mas o fato é que não ocorreu nem uma coisa e nem outra.
Diferente Jesus não estava, pois quando aparece ao restante dos discípulos Ele mostra até mesmo as cicatrizes da ferida que lhe fizeram ao lado como também as dos cravos nas mãos e nos pés; o corpo ressuscitado era o mesmo em sua aparência.
A continuação do texto nos mostra porque eles não podiam ver que era Jesus:
"Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos.
Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?
Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam."
Lucas 24:17-21.
Os dois discípulos estavam tristes e abatidos e Cristo se faz de alheio e lhes pergunta porque estavam com o semblante daquele jeito; na resposta que dão, percebemos que eles tinham uma expectativa com relação a Jesus e que a crucificação tinha arrebentado com ela! Os judeus em geral esperavam um Messias que se manifestaria como um general de guerra e que os livraria do domínio dos romanos para estabelecer seu próprio reino.
É por isso que Tiago e João pediram, numa certa ocasião, que quando Cristo se assentasse no trono de sua glória, que eles pudessem assentar-se um à direita e outro à esquerda d'Ele; imaginavam um reino físico e, ao lado do rei, queriam ser ministros da fazenda e do planejamento!
Cleopas e seu companheiro demonstram claramente sua frustração ao concluírem com estas palavras: "esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam".
O que eles estavam dizendo?
Que achavam que através dele viria a redenção (física) de Israel, mas já fazia três dias que ele havia sido morto; ou seja, esperavam que fosse ele, mas não foi... Era mais ou menos isto que davam a entender.
A expressão "esperávamos que fosse" é a chave aqui. Eles tinham uma expectativa de como Deus iria agir, mas Deus agiu diferente do que eles esperavam. Enquanto esperavam um reino físico só para Israel, Jesus estava cuidando da redenção dos pecados de toda a humanidade e estabelecendo o aspecto espiritual do reino. Em seu retorno a esta terra Ele vai estabelecer o aspecto físico do reino, mas a primeira vinda não envolvia este aspecto.
Só que os discípulos estavam tão fixados nesta idéia que não conseguiam ver Deus agindo de outra forma! Achavam que a morte de Jesus na cruz tinha sido uma derrota e não conseguiam imaginar Deus no controle dela; e porque só esperavam o agir de Deus de uma única maneira, não podiam ver o que Deus estava fazendo de modo diferente do que haviam pensado.
Assim também é conosco. Fantasiamos tanto o agir de Deus, criamos as hipóteses de como faríamos se nós fôssemos Deus; fazemos nossos planos, fixamo-nos em nossas idéias, e no fim das contas quando o Senhor acaba agindo de modo diferente não conseguimos vê-lo em ação!
Quero desafiá-lo a parar de tentar ensinar Deus como fazer as coisas quando você ora por algo. E mesmo quando você não o faz verbalmente, acaba fazendo com os pensamentos. E por se fixar tanto na espera de uma única forma de atuação divina, seus olhos não reconhecem quando Deus está operando de maneira diferente.
Muitas vezes não podemos ver o agir de Deus porque realmente Deus o ocultou, mas há momentos em que nós nos excluímos da possibilidade de ver por ficarmos tão presos ao que esperávamos d'Ele. Foi só depois que Jesus lhes explicou biblicamente o que devia acontecer com o Cristo, e demonstrou pela sua conhecida forma de partir o pão que era Ele falando com eles, que os olhos deles se abriram! Pois agora já não mais esperavam o general de guerra, mas o Cristo crucificado e ressurreto; e quando começaram a esperar que Deus agisse exatamente como estava agindo, já não havia mais o que os impedisse de ver.
Eu senti o mesmo que estes dois discípulos sentiram. Eu nunca esperei que Deus pudesse agir em circunstâncias aparentemente negativas; e em momentos em que Ele estava operando em minha vida de forma diferente da qual eu esperava, não podia ver que era Ele. Um impedimento estava sobre os meus olhos e não me permitia ver Deus comigo.
Eram os conceitos errados e fantasiosos que eu mesmo criara de como deveria ser a ação de Deus naquele momento. Mas assim que o Senhor começou a me fazer entender a Palavra, e que havia maneiras diferentes d'Ele agir, meus olhos se abriram e pude reconhecê-lo comigo nas horas em que não parecia que Ele estivesse. E foi exatamente assim que se deu com os discípulos:
"E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles.
Lucas 24:30,31.
Em nossa ânsia de querer compreender tudo de forma racional, esta forma de agir de Deus não parece ser algo assim tão bom. Contudo, à medida em que trazemos mais luz da Palavra sobre esta forma divina de trabalho, percebemos quão linda e inspiradora ela é!
O que inicialmente quero estabelecer (não explicar) é que isto é um princípio. O agir de Deus é invisível, e está fora do alcance da nossa vista. E isto se deve a várias razões. Mencionamos a necessidade de um andar pela fé. Falamos sobre os pensamentos de Deus serem mais altos e não podermos compreender sua multiforme sabedoria e a pluralidade das respostas que Ele traz numa única circunstância.
E falamos, também, que muitas vezes somos tão limitados pela nossa maneira de pensar, em como Deus deveria agir, que quando Ele trabalha de modo diferente não o conseguimos ver. Mas em tudo isto o que mais quero destacar é a enorme e indizível diferença que há entre a nossa forma de pensar e a de Deus em sua multiforme e infinita sabedoria.
Só que esta vantagem divina de pensamentos mais altos não é só sobre o homem mas, também, sobre Satanás e seus demônios...
02
SATANÁS A SERVIÇO de Deus
Chovia na maior parte do percurso enquanto seguíamos pela Br-116 rumo a Curitiba. Embora o apelido da estrada fosse "Rodovia da Morte", ela não nos amedrontava, talvez porque já havíamos feito várias vezes o trajeto de São Paulo até a capital paranaense e vice-versa; e também pelo fato de confiarmos na proteção de Deus.
A viagem seguia tranqüila e sem excessos e, como de costume, gastávamos a maior parte do tempo em oração. Foi assim até a divisa de Estados e outros quatro quilômetros e meio depois. Então, aconteceu o que marcaria para sempre minha vida, não pelas implicações naturais do ocorrido, mas pelo que Deus viria a me mostrar e ensinar, bem como pela nova direção que tomaria a minha vida.
Estávamos somente em dois no carro, Harold McLaryea e eu. A equipe ministerial contava com mais um integrante nas viagens, o Robert Ros, mas neste dia ele não se encontrava conosco, pois tinha viajado antes de nós. A razão disto é que mudávamos a base de nosso ministério de Campinas para Curitiba e nesta viagem carregávamos tudo o que coubera no carro, uma Parati.
O banco traseiro estava deitado e o carro estava cheio até o teto, além de malas sob nossas pernas que repousavam no chão do automóvel. A soberania divina fez com que a falta de espaço poupasse o Robert do acidente e o levou tranqüilo à capital paranaense num ônibus da Viação Cometa.
Foi no dia 23 de Agosto de 1993, uma segunda feira. Não tenho muitos detalhes em minha memória, que apagou quase completamente o ocorrido e que teima em permanecer "esquecida". Mas somei os relatos das pessoas que se envolveram e consegui informações suficientes para entender o que aconteceu.
Os pneus já estavam um tanto quanto gastos (para não chamá-los de "carecas") e o carro não tinha seguro, pois além de tê-lo trocado recentemente, estava meio "apertado" naqueles dias. Disto, o único culpado era eu mesmo, embora durante vários meses quisesse transferir a responsabilidade para Deus.
Quase cinco quilômetros depois de termos entrado no Paraná, ultrapassei um caminhão, e isto fez com que eu elevasse a velocidade do carro a um pouco mais do que a que vínhamos mantendo, cerca de cem quilômetros por hora. O caminhão não queria perder seu embalo e eu forcei um pouco a ultrapassagem, o que me fez terminá-la quando havíamos entrado numa ponte e voltar para minha pista um pouco antes de um outro caminhão que vinha no sentido contrário cruzar conosco.
Foi o tempo de voltar e andar uns duzentos metros apenas, então uma aqüaplanagem aconteceu. Chovera toda a tarde, e nesta hora, umas cinco e meia da tarde, caía uma garoa fina, mas a pista tinha muita água. Não sei o tamanho da poça d'água, só me lembro do carro ter perdido a direção e saído da pista para a esquerda. Não colidimos com ninguém, a coisa ocorreu só conosco, e nos levou direto para um enorme declive com degraus com mais ou menos uns quarenta a cinqüenta metros de desnível.
Ainda me lembro da hora em que o carro saiu da pista e o Harold clamou pelo nome de Jesus. De repente o carro voou barranco abaixo e depois do primeiro impacto deu-se um verdadeiro tobogã, que se responsabilizou por fazer com que tudo o que estava no carro fosse jogado fora, exceto o motorista e o passageiro, presos ao cinto de segurança.
Fomos parar a uns setenta metros da rodovia. Bati várias vezes a cabeça, o que me fez perder a consciência. O caminhoneiro que eu havia ultrapassado assistiu a cena e parou prestar socorro; Harold e ele me levaram barranco acima e logo um carro parou, levando-nos até o posto da polícia rodoviária mais próximo; e eles, por sua vez nos levaram até o hospital em Campina Grande do Sul, próximo a Curitiba.
Tive traumatismo craniano, levei uns trinta pontos no rosto e na cabeça, e devido à uma fratura mais séria na mão esquerda, precisei fazer uma cirurgia e colocar dois pinos de platina. Por causa da intensidade das pancadas na cabeça precisei passar dois dias em observação na U.T.I. Já o Harold saiu ileso e sem nenhum arranhão.
Já no hospital descobri que havia perdido tudo. O carro dera perda total. Nossas malas foram roubadas. Quanto ao resto da mudança, o que não se estragou na queda e no barro, também foi roubado.
Mas a dor não era tanto a da perda, mas a de um sentimento estranho que começou a brotar em minha alma. Era um misto de abandono com rejeição; algo contra o qual eu lutava, mas que aos poucos parecia me engolir. Porque Deus havia permitido aquilo? E as orações que lhe havíamos feito? E suas promessas de proteção e cuidado? Porquê? Porquê? Porquê?
Entrei em crise. Os irmãos me visitavam e tentavam me animar mostrando que o Senhor guardara nossas vidas. Afinal eu lhes havia contado que o médico me mostrou o resultado da tomografia que acusava dificuldade de distinguir massa branca e cinzenta e lesões nas partes moles do cérebro; isto em si não era assim tão complicado, mas indicava a intensidade do trauma; só que o médico havia me dito que considerando que este trauma aconteceu numa parte delicada da cabeça, que é a fonte, eu poderia até mesmo ter morrido.
Havia ainda a questão da minha vista; minha pálpebra esquerda foi restaurada no centro cirúrgico pois havia se rasgado até um pouco mais da metade, e os médicos ali disseram que meu globo ocular (e consequentemente minha visão) foi poupado de forma milagrosa.
Vendo-me abatido, os irmãos em Cristo tentavam mostrar-me o lado da intervenção de Deus. Só que algo dentro de mim doía muito; eu não ousava dizer, mas pensava comigo mesmo que, intervenção milagrosa por intervenção milagrosa, não teria sido mais fácil o Senhor colocar meu carro de volta na pista na hora em que desgovernamos?
Porque Ele havia nos deixado cair barranco abaixo para então resolver proteger? Onde Ele estava à hora em que precisei dele? Se eu dera minha vida ao ministério e à obra do Senhor, cuidando das coisas d'Ele, porque Ele não cuidara de mim e das minhas coisas?
Pensava como um insensato e sabia disto. Não tinha coragem de dizer aquelas coisas, mas não conseguia parar de pensar. E uma dor profunda me atravessava o peito, querendo me convencer de que Deus havia me abandonado na hora em que eu mais precisei dele. Para minha razão não havia a menor sombra de dúvida de que o Senhor é justo e fiel, mesmo quando as circunstâncias insistem em fazer parecer que não; mas eu não conseguia convencer minhas emoções.
Meus sentimentos diziam outra coisa e uma verdadeira batalha interior começou, vindo a durar muitos meses. Em alguns momentos eu achava que era muito drama interior para um rapaz de vinte anos e que eu podia estar aumentando as coisas, mas não havia meios de me convencer e aplacar o sentimento.
Eu pregava desde os dezoito anos e já fazia dois anos que viajávamos por várias cidades e estados, levando o mover do Espírito a muitas igrejas que não o conheciam. Tive o privilégio de ver muitos milagres e intervenções poderosas de cura; o sobrenatural era freqüente nas reuniões; e ainda havia a ênfase de uma vida vitoriosa que sempre dávamos, e na verdade, era isto o que mais me incomodava, pois eu me sentia como que se tivesse sido golpeado pelo inimigo. Aquele acidente não tinha nada a ver com a vida vitoriosa que eu acreditava. E ele derrubou meus castelos espirituais que eu havia construído com um pouco de fantasia.
Na época, tínhamos uma agenda de viagens bem cheia para o ano todo e foi necessário dar uma parada, pelo menos para a minha recuperação. E de repente os planos mudaram. Na verdade não apenas mudaram, mas acabaram-se de vez! E comecei a deixar as coisas rolarem e pedir que Deus estivesse no controle...
Foi neste período que acabei vindo para Guarapuava, no Paraná. Tínhamos estado várias vezes na cidade, pregando numa igreja denominacional que foi fortemente impactada pelo mover do Espírito. O pastor começou um novo trabalho fora da denominação, mas não ficou muito tempo; uns quatro meses após ter iniciado o trabalho, foi para outra cidade, e o único contato que aquele grupo de irmãos tivera como nova igreja fora conosco e com nossos pastores, da Comunidade Cristã de Curitiba.
Pediram-nos ajuda e começamos a estender auxílio ao trabalho, embora com a intenção de não ficar em definitivo, pois não nos considerávamos pastores, somente um ministério itinerante de apoio. Mas Deus falou ao nosso coração e ao do grupo, e decidimos dar pelo menos uns tempos investindo no trabalho local. Inicialmente pedimos reforço ao Luís Gomes, amigo e companheiro de muitas viagens, que na época não compunha nossa equipe, mas desempenhava seu próprio ministério.
Alguns meses depois, Harold e Dorilene, recém-casados se uniam conosco na missão de pastorear a Comunidade Cristã de Guarapuava. Que viravolta! Eu sempre havia declarado a muitos irmãos e amigos que a última coisa que eu queria neste mundo era ser um pastor. E de repente aí estava eu! Não sei o que pensei ao certo, mas recordo-me que não tinha planos de estar aqui até hoje; mas tenho aprendido que "O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR." (Pv.16:1).
Passei muitas crises interiores com o acidente, mas cansei de brigar com Deus e não ter resposta e acabei desistindo de insistir e engolindo minhas interrogações até quando agüentasse. Um ano e três meses depois do acidente, e com quase um ano em Guarapuava, fomos ordenados e reconhecidos como presbitério local; nossos pastores vieram de Curitiba e procederam como de costume, pedindo-nos que nos preparássemos para uma ministração profética que ocorreria junto com a ordenação. Nesta época eu já desconfiava que Deus tinha aproveitado tudo aquilo para nos trazer a Guarapuava, mas tinha minhas dúvidas e o medo de estar sendo acomodado demais ao transferir tudo ao controle divino.
Foi então que aconteceu; através dos pastores, Deus falou ao meu coração sobre como ele havia quebrado algumas pontes para tratar comigo e me guiar dentro de seu plano; que Ele havia me tirado daquele ministério itinerante para me fazer crescer e que a seu tempo isto seria restituído.
O Senhor usou Miguel Piper, Thomas Wilkins, e Francisco Gonçalves, cada um acrescentando algo; mas não foram só palavras, houve um sentimento novo, uma testificação espiritual de que era aquilo mesmo, houve uma vida nova que entrou em mim! Louvado seja Deus por aquele dia tão especial, mas os detalhes do que eu precisava ouvir vieram quase um mês depois, quando o pastor Francisco Gonçalves voltou para nos visitar e ministrar. Numa conversa descontraída em casa falávamos sobre nossas experiências com anjos, eu, Luís, e ele.
E acabei lhe perguntando qual fora a experiência mais recente que o Senhor lhe tinha dado. Para minha surpresa, ele respondeu que havia sido na nossa ordenação, e que a palavra profética que ele havia proferido, era, na verdade, uma visão que Deus lhe dera e que ele havia conversado com um anjo acerca do meu ministério, e apenas transmitiu o que ouviu na conversa! Fiquei espantado e comecei a inquisição para arrancar cada detalhe do que fora aquela experiência.
Não quero parecer sensacionalista ao contar a experiência em seus detalhes. Justamente pela sua humildade verdadeira, Francisco nem havia me dito o que acontecera, só dera a mensagem de Deus sem alardes. Mas Deus sabe que eu jamais teria aceitado os detalhes se não tivessem vindo de uma forma tão espetacular e por meio de alguém da minha mais alta confiança.
O QUE O ANJO REVELOU
Enquanto o pastor Francisco orava por mim, Deus lhe abriu os olhos espirituais e ele viu um anjo em pé ao meu lado. O mensageiro celestial se apresentou de maneira formal dizendo: - "Fui enviado da parte do Deus Altíssimo para te fazer saber algumas coisas acerca destes ministérios (a referência plural envolvia nós três). Você tem uma preocupação muito grande por eles, mas Deus te faz saber que eles estão nas mãos do Senhor, e que estão no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa." Após esta referência ao nosso ministério plural, a palavra passou a ser especificamente sobre a minha vida. O anjo prosseguiu:
· "Quanto a este, é um guerreiro divertido; ele não pergunta se é o tempo de Deus ou não para atravessar a ponte..." E então a mensagem continuou, não apenas nas palavras que ele usava, mas em visões que ilustravam o que ele estava falando. Neste momento em que o anjo afirmava que eu não perguntava o tempo de Deus para atravessar uma ponte, Francisco via a cena: eu estava diante de uma ponte e afirmava: - "Ponte foi feita para passar", quase como que dizendo: - "Se ela está aí eu não preciso esperar nenhuma hora específica, é só seguir em frente".E era isto que o pastor me via fazer na visão; passei correndo uma, duas, três, várias pontes! E ele simplesmente sabia, mesmo sem lhe ser dito, que as pontes significavam o acesso de um nível ministerial a outro; Deus comunicava-lhe isto ao espírito à medida em que a revelação vinha. Eu passava as pontes bem depressa, e uma atrás da outra! Até que o mesmo anjo foi e quebrou algumas pontes diante de mim para que eu não as atravessasse; foram mostradas três pontes específicas que ele destruiu para que eu não passasse. E então veio a explicação pela boca do mensageiro celestial:
· "Ele estava avançando para níveis ministeriais sem que estivesse pronto, tratado, para isto. Por isto foi necessário quebrar algumas pontes, mas ele é rebelde e não aceita o tratamento de Deus. Quanto àquele acidente do ano passado, diga-lhe que Satanás tentou tirar-lhe a vida, mas diga por que Deus o permitiu, embora sem deixar que sua vida fosse tocada. Seu ministério estava crescendo muito rápido sem que ele fosse trabalhado no íntimo, e neste ritmo ele iria sucumbir debaixo do peso do próprio ministério; era uma questão de tempo. Por isso Deus o parou; mas também para trazê-lo a esta cidade e tratar com ele; e quando ele estiver pronto, o Senhor lhe dará um ministério de proporções ainda maiores."
O impacto desta mensagem foi e ainda é muito forte em minha vida. E até hoje quando conto esta experiência me emociono e ao mesmo tempo me envergonho. Eu questionei a justiça e fidelidade de Deus muitas vezes por Ele ter permitido que aquele acidente ocorresse. Eu não falava isto, mas repetidas vezes eu pensei. E enquanto eu o julgava assim no meu coração, Ele estava cuidando de mim! O Senhor estava me protegendo de algo pior, não me abandonando naquela hora.
Ele nunca nos abandona. Ele prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Jamais haverá um dia sequer em nossas vidas no qual o Senhor não esteja ao nosso lado! Nosso problema é tentar compreender o agir de Deus em vez de confiar que Ele está no controle - mesmo que de modo estranho aos nossos olhos e maneira de pensar.
Meu coração se quebrou quando entendi o que havia acontecido. Pedi perdão ao Senhor por não confiar n'Ele de todo coração e ter interiormente duvidado e murmurado contra Ele. Sei que Deus me perdoou, mas até hoje tenho vergonha do papelão que fiz. Como fui idiota, insensato! E muitos cristãos têm feito isto; ficam criticando Deus enquanto Ele os defende, protege e provê o seu melhor para eles. Somos os únicos injustos (e ingratos!) nesta história, e não Deus.
Mas sei que o Espírito Santo vai lhe revelar muitas coisas sobre sua vida pessoal à medida em que você prossegue na leitura deste livro. Aconselho-o a não oferecer resistência, mas quebrantar-se diante de Deus e permitir que Ele o sare. Eu estava muito ferido e machucado por dentro devido às mentiras que o diabo havia assoprado em minha mente, mas a compreensão do que Deus estivera fazendo fora da vista dos meus olhos sarou-me por completo e revelou-me uma nova dimensão do amor e do cuidado d'Ele por mim. Muitas outras verdades bíblicas começariam a ser desvendadas diante dos meus olhos a partir desta revelação.
Até então, se eu ouvisse alguém ensinar o que hoje estou ensinando, eu discordaria e possivelmente até entraria em choque. A influência que recebi do "ensino da fé", me fez ficar um pouco "triunfalista", numa fantasia de que o que crente pode vir a ser intocável. Recebi uma grande influência dos ensinos de Kenneth Hagin, Dave Roberson, e outros ensinadores da fé. E louvo a Deus por suas vidas e ministérios, pois eles têm sido instrumentos de Deus para resgatar a vida vitoriosa que há em Jesus e vivem o que pregam.
Mas o Senhor começou a me mostrar que eu havia criado uma mentalidade errada a partir de princípios corretos. De fato Deus prometeu vitória sobre o inimigo, mas isto não queria dizer que eu nunca sofreria um acidente como o que sofri, pois foi uma vitória sobre Satanás! Como disse o anjo, se isto não tivesse acontecido (e consequentemente me freado), eu poderia até ter perdido o ministério; e isto sim, seria uma derrota. Mas o acidente não foi derrota, foi vitória e a forma como Deus não apenas me livrou de um ritmo perigoso, como também redirecionou o meu ministério e começou a tratar com o meu caráter e alma de forma mais profunda.
O detalhe que eu não via nestes homens de Deus é que o que eles pregavam era um alvo de vida cristã, não algo que ocorreria de forma imediata ou instantânea com ninguém, pois nem em suas vidas foi assim. Hoje, tendo passado a fase do tratamento de Deus, eles estão numa outra dimensão, e creio que Deus realmente quer que avancemos para uma dimensão mais profunda de vida cristã, se movendo mais intensamente no sobrenatural e em grandes conquistas. Mas ninguém se iluda, pois isto não acontecerá sem o tratamento de Deus em nossa alma!
Tenho aprendido muito com Deus nos últimos anos acerca de sua estranha forma de agir e sinto-me desafiado a compartilhar isto com tantos quantos eu puder fazê-lo. A forma como tenho recebido a compreensão deste assunto e os conflitos pelos quais passei à medida que Deus falava comigo, dão-me a certeza que este ensino dará o que pensar e falar a muita gente.
Sei que alguns debaterão o que digo simplesmente porque são intransigentes; outros porque ainda não conheceram a dor de circunstâncias aparentemente sem explicação e com cara de "abandono de Deus"; mas sei que para a maioria dos leitores estas verdades serão recebidas como um bálsamo divino. E oro para que sejam um instrumento de restauração e edificação em sua vida.
Não escrevo defendendo e nem acusando ninguém. Só quero que as muitas vítimas da injustiça de alguns cristãos (que criam explicações simplistas e falam daquilo que não entendem e não viveram), possam ter alento. O que compartilho neste livro não é, necessariamente, a resposta para cada circunstância adversa; mas além de ser a resposta para muita delas, é também uma tentativa de mostrar que nosso atual universo de raciocínios e explicações dos fatos da vida cristã está longe de ser completo; é limitado, pobre, cego, e deve nos lembrar de que carecemos buscar em Deus mais revelação de sua Palavra.
Vivemos dias em que a fé evangélica tem crescido e se espalhado grandemente. Graças a Deus por isto! Mas temos que reconhecer que este crescimento numérico tem se dado numa velocidade e intensidade muito maior do que a capacidade da Igreja de fazer crescer em maturidade. O próprio crescimento gera inúmeros problemas e, na busca de uma melhor acomodação dos novos convertidos para que não se perca a oportunidade de crescer, uma nova geração de ministros está sendo formada.
Não com um embasamento forte na Palavra, mas com o estritamente necessário para atender a demanda. E isto tem trazido ao arraial do povo de Deus um evangelho diluído, simplista. Há uma diferença entre o evangelho simples, que toca o homem diretamente nas suas necessidades e que dispensa qualquer intelectualismo, de um evangelho simplista que tenta dar respostas diferentes da Bíblia, e que ao tentar simplificar as questões esquece-se que está lidando com gente que pensa, que tem emoções, sentimentos.
E assim estamos edificando uma geração confusa, machucada, cheia de dúvidas e até de descrença - embora para se fugir do inferno as pessoas aprendam a conviver e até mesmo conformar-se com elas.
Algo precisa sacudir-nos de nossa prepotência de acharmos que podemos entender Deus e sua forma de agir e ditar sempre e até antecipadamente como serão as coisas. Se algo acontece com alguém, sabemos porquê aconteceu; se deixa de acontecer sabemos exatamente o porquê não aconteceu; temos respostas para tudo!
Não posso negar que o reino espiritual é regido por princípios, e que sempre tais princípios serão imutáveis; mas há uma grande diferença entre vê-los funcionando e achar que são eles em operação!
Por exemplo, se alguém peca contra Deus, vai colher as conseqüências, que variam em função do comportamento da pessoa, se ela se arrepende ou não. Davi pecou adulterando e matando um amigo, foi perdoado por Deus (o que remove a mancha da culpa) mas colheu as conseqüências que lhe foram anunciadas pelo profeta Natã. Em uma outra situação (na carta à igreja em Tiatira) vemos Jesus repreendendo o pecado de uma mulher chamada Jezabel, e dizendo que no caso dela não se arrepender, seria julgada e prostrada de cama, num leito de enfermidade.
O pecado sempre tem conseqüências. Se me arrependo sou perdoado mas, ainda assim, colho as conseqüências. No caso de não me arrepender serei julgado. São situações diferentes, mas sempre haverá conseqüência. Pelo pecado de alguém podemos saber que haverá conseqüências e até prevenir a pessoa disto, mas o que não posso aceitar é a análise inversa; pelas circunstâncias que alguém está vivendo, tentar dizer se ela está ou não em pecado. É um campo onde não podemos entrar, além de que não cabe a nós julgar!
A Igreja do Senhor tem falhado muito nesta matéria nestes dias... São respostas simplistas para tudo. Se alguém não recebeu a resposta à sua oração, é falta de fé. Se algo negativo aconteceu foi o diabo e é porque houve brecha espiritual. Se as coisas não estão bem é porque a pessoa está em pecado. E assim por diante. Muitas vezes o que está acontecendo PODE ser uma destas coisas, mas não quer dizer que seja sempre só isto!
Não podemos nos considerar doutores na psicologia divina. Alguns são assim, parece-nos que chegam ao ponto até mesmo de se antecipar ao que Deus vai fazer. Neste caso Ele fará assim, no outro fará assado... mas os caminhos de Deus são mais altos que os nossos e seus pensamentos também! Paulo declarou aos coríntios: "Se alguém julga saber alguma cousa, com efeito não aprendeu ainda como convém saber" (I Co.8:2). Ninguém pode agir como um "sabe-tudo" em relação às coisas de Deus, principalmente em relação ao seu agir que é personalizado.
Voltemos a confiar na soberania de Deus e a aceitar que nem sempre teremos as respostas, mas sempre poderemos caminhar na certeza de que Ele tem o melhor para nós, quer o entendamos, quer não.
01
O Agir Invisível de Deus
Nossa reflexão bíblica começa com um texto escrito pelo homem que foi considerado o mais sábio em toda história da humanidade: Salomão. Não penso ser coincidência que Deus o tenha escolhido para escrever acerca disto; na verdade não acredito em coincidência; a definição dela que aprendi com outros irmãos em Cristo é que coincidência é a obra divina onde Deus não reclama a autoria.
O fato é que o rei Salomão era a pessoa mais indicada para nos dar a pista de que o agir de Deus nem sempre é visto e compreendido pelo homem, não importando quão sábio ele seja. Observe:
"Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas."
Eclesiastes 11:5.
Três coisas são mencionadas como algo que "não sabemos": o caminho do vento, a formação dos ossos de uma criança ainda no ventre materno, e o agir de Deus.
Na verdade, com a expressão "não sabes", entendemos que o escritor falava de coisas que "não vemos". Podemos saber o caminho do vento através do balançar das folhas de uma árvore, pelas evidências de que ele sopra, mas nunca por ser visível aos nossos olhos. O caminho do vento em si é algo oculto à nossa visão, ocorre fora do alcance da vista dos olhos.
Semelhantemente, a formação óssea de um bebê ocorre fora da vista dos nossos olhos; não podemos ver como ela se dá. Creio que a expressão "não sabes" que o rei sábio usou estava apontando para "o que não vemos", senão nem contemporânea seria esta afirmação, pois hoje a ciência tem trazido uma perfeita explicação da formação óssea do feto; podemos "saber", mas continuamos impedidos de ver.
Lembro-me que durante a gravidez de nosso primeiro filho minha esposa e eu fizemos duas ecografias e pudemos ver a formação física do Israel mesmo antes dele nascer. Contudo, mesmo com todos estes recursos da ciência moderna, a formação óssea do feto – e não falo da certeza que isto ocorre e nem de como ocorre, mas sim do processo – encontra-se fora da vista de nossos olhos. É algo semelhante ao caminho do vento. Podemos saber que ocorre e até ter evidências disto, mas é oculto aos nossos olhos; o que nos leva a defini-lo como invisível.
Com o agir de Deus não é diferente. O texto bíblico diz que Deus age em todas as coisas. Depois o versículo nos deixa claro que as duas menções anteriores de coisas ocultas aos nossos olhos, eram apenas um paralelo que ilustra o agir divino. Deus age sempre e em todas as coisas, porém, nem sempre este agir será visível aos nossos olhos, pois o que o caracteriza é esta sua definição bíblica de que é invisível.
Em nossos dias tenho visto o prejuízo da falta de conhecimento deste princípio e também da falta de temor de Deus. Como pastor ouço pessoas dizendo coisas absurdas com: "Ah, eu já coloquei Deus na parede; se em tanto tempo Ele não me atender, eu...". Dá vontade de dizer para alguns: - "Você o quê? Que ameaça é esta? Se Ele não fizer o que você quer, você faz o quê? Dá as costas para o Senhor e vai para o inferno? Quais são suas opções?"
É incrível a falta de respeito com a qual muitos se dirigem a Deus. Os papéis andam trocados. Pelo comportamento destas pessoas parece até que Deus já não é mais Senhor, mas simplesmente um secretário. Está errado; quem está na condição de servo somos nós e não Ele!
Sabe, há o ensino bíblico da fé, e eu creio nele, pois afinal de contas o que é bíblico é o conselho de Deus e ponto final. Creio no que Jesus ensinou sobre falar à montanha; creio em dar ordens aos problemas e obstáculos para que se movam de nossas vidas e sejam lançados no mar.
Contudo, é um absurdo confundir as coisas e achar que podemos dar ordens para Deus! Ninguém dá ordens a Deus. Diante dele todos devem se calar. Ele é soberano. Ele é santo. Ele é Deus. Ele é todo suficiente. Faz o que quer, como quer, quando quer. A Igreja precisa reaprender isto!
Sei que há promessas e princípios bíblicos que já são uma revelação da vontade divina, e que em situações onde eles podem ser indiscutivelmente aplicados, não precisamos orar para descobrir qual é a vontade do Senhor e o quê Ele quer fazer. Mas mesmo quando já sabemos o quê Ele quer fazer, nem sempre poderemos entender COMO Ele vai fazer o que quer, ou mesmo QUANDO isto se dará.
A forma de agir de Deus nunca foi e nunca será previsível. O homem não pode compreender o agir de Deus com sua mente e raciocínio, pois a operação de Deus está muito acima do nosso entendimento.
Quando Salomão mencionou o agir invisível de Deus, não disse que o Senhor deixa de agir nas circunstâncias onde pareça ausente, mas sim que nós não podemos VER sua operação. Não se trata de Deus deixar de agir, mas sim de fazê-lo de tal forma que nós não o vemos em ação.
Em lugar algum da Bíblia nos é apresentada uma ação divina padronizada. Não vemos o Senhor lidando com as pessoas por atacado, mas justamente o oposto. Cada pessoa e cada situação é tratada por Deus com carinho e criatividade. Há um agir personalizado e isto é inegável. Mesmo nas guerras e batalhas (acontecimentos muito comuns e repetidos nas páginas do Velho Testamento), nunca vemos duas intervenções divinas que sejam iguais.
Para cada situação houve uma intervenção diferente, embora os resultados finais fossem similares. O que concluímos é que mesmo quando a vontade expressa de Deus era livrar seu povo das mãos do inimigo, a forma como Ele faria era sempre um mistério. Ou seja, mesmo quando sabemos o quê Ele quer fazer, não podemos saber como irá fazê-lo.
O que necessitamos então, é parar de achar que Deus nos deva satisfação do seu agir. Ele age sempre e em todas as coisas (circunstâncias). A parte que nos cabe é crer e esperar sua manifestação, e não exigir que o Senhor mostre qual a forma de operar que foi adotada.
Há muita gente cobrando de Deus uma explicação para o que eles não entendem. Só que o Pai nunca prometeu que daria explicação de como Ele estaria operando. As únicas coisas das quais Ele falou foi que podíamos ter como certo é que Ele agiria, e enquanto Ele trabalhasse de forma INVISÍVEL aos nossos olhos, que nós crêssemos.
Um exercício contínuo de fé
Aliás, quero chamar sua atenção para a importância do fator confiança. Deus espera que nosso coração repouse Nele em todo o tempo e circunstância, e escolher um agir invisível aos nossos olhos é um belo treinamento para a nossa fé! Talvez esta seja uma das razões porque o Senhor tenha escolhido agir assim: exercitar continuamente nossa fé. E a definição bíblica de fé é esta:
"Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem."
Hebreus 11:1
Crer no agir de Deus é ter a convicção de algo que não se vê. Nosso irmão Paulo disse aos coríntios que "andamos por fé e não por vista" (II Co.5:7). A lição que o Senhor Jesus deu a Tomé após sua ressurreição é mais um atestado disto. A fé nunca se baseia no que vê, mas na certeza de que o que Deus prometeu é um fato e terá seu cumprimento.
Ora, estas coisas se aprendem logo no início da caminhada cristã e não são difíceis de aceitar; tampouco geram discussões entre o povo de Deus, pois são indiscutíveis. Mas na hora em que alguém está em aperto e não consegue ver Deus agindo (pois Seu agir é oculto aos nossos olhos), esta pessoa se esquece rapidamente disto!
Ninguém tem o direito de exigir do Senhor satisfação sobre sua maneira de agir. Primeiro, porque Ele é Senhor e não está em posição de ser questionado. Segundo, porque Ele nunca prometeu que alguém veria sua forma de agir; pelo contrário, ensina-nos em sua Palavra que seu agir é invisível aos nossos olhos e que nossa caminhada deve ser por fé e não por vista.
Ou seja, não devemos esperar ver, mas somente crer na fidelidade Daquele que prometeu agir em todas as coisas. Concluindo, Ele não tem nenhum compromisso de ter que explicar como está agindo, embora nós tenhamos a responsabilidade de permanecer em fé mesmo sem que haja evidência visível da operação de Deus.
Desde o início do relacionamento de Deus com os homens, vemos esta dificuldade humana de crer no invisível e a insistência divina de que deve ser assim. Quando Deus se manifestou de uma forma tão intensa a todo povo de Israel que saíra do Egito, absteve-se de aparecer em alguma forma para que não tentassem imitá-la depois na forma de ídolo:
"Então, o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes aparência nenhuma.
Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo; para que não vos corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher, semelhança de algum animal que há na terra, semelhança de algum volátil que voa pelos céus, semelhança de algum animal que rasteja sobre a terra, semelhança de algum peixe que há nas águas debaixo da terra."
Deuteronômio 4:12, 15-18.
O que este episódio retrata é a dificuldade que todo ser humano tem de confiar naquilo que não vê. O Senhor escolheu esta dimensão de relacionamento baseada na fé e confiança. E cada vez que Ele age sem que nossos olhos vejam ou nossa mente compreenda, está proporcionando-nos um exercício de fé. Na verdade, como Ele age sempre assim, proporciona-nos um exercício contínuo de fé!
O homem tem dificuldade de aceitar isto; vive tentando criar atalhos e se dá mal, pois quando entra num caminho que Deus não abriu, acaba indo cada vez para mais longe d'Ele. A idolatria em todo o mundo é prova disto; cada povo e cultura, em todos os períodos da história tem conhecido a fabricação de ídolos.
É um meio de tornar a fé visível e palpável; acham mais fácil crer no que se vê (ainda que seja um pedaço de pau ou de gesso) do que naquilo que é invisível. Mas Deus tem se revelado assim e quem quer relacionar-se com Ele tem que submeter-se a isto. E cada vez que nós, cristãos, murmuramos por não termos evidências aos nossos olhos para o agir de Deus, estamos incorrendo no mesmo erro dos idólatras! Parece mais ameno, mas a premissa é a mesma e se não cuidarmos, entristeceremos ao Senhor e nos afastaremos dele.
O não sabermos COMO Deus agirá não é, em momento algum, uma incerteza quanto ao fato de se Ele vai agir ou não; é somente a expectativa de como Ele nos surpreenderá com os caminhos que escolheu ao intervir em cada nova circunstância de nossa vida.
Devemos depender inteiramente do Senhor e aprender a exercitar continuamente nossa fé. Nos dias do ministério terreno de Jesus houve pessoas a quem Ele criticou por sua pequena fé e houve algumas a quem Ele elogiou por sua grande fé. Mas houve uma pessoa, da qual Cristo disse não ter achado fé semelhante a dele em todo Israel.
Era um centurião romano. Em Mateus 8:5-13 podemos ler sobre o pedido dele para que Jesus curasse um criado seu, e no momento em que Cristo se dispõe a ir a sua casa, este homem reconhece que isto nem era preciso e diz que se Jesus dissesse apenas uma palavra seria suficiente para que o milagre acontecesse, pois quando alguém está investido de autoridade suas ordens tem que ser obedecidas. Este centurião não quis nenhuma evidência visível; sua fé estava apoiada na Palavra de Cristo e isto bastava. Jesus disse que este foi o mais alto nível de fé que Ele encontrou. É neste nível que devemos nos sentir desafiados a nos mover quanto às coisas do Senhor!
Não devemos e não podemos agir tentando nos apoiar no que é visível, mas crer e depender inteiramente do que Deus tem dito em sua Palavra. E, à medida em que procedemos assim, exercitamos nossa fé. De fato, confiar em Deus sem depender de um testemunho visível é um exercício de fé. E repito: como Deus age sempre assim, então, o que teremos será um exercício contínuo de fé!
PENSAMENTOS MAIS ALTOS
Nossos olhos não alcançam a esfera da operação de Deus porque ela está num plano superior. Uma outra razão bíblica - além do exercício da fé - que encontramos para o fato de o Senhor agir num plano invisível aos nossos olhos, é que seus pensamentos são mais elevados que os nossos. A mente de Deus é infinitamente maior que a nossa e sua sabedoria é tão gigantesca que não há como dimensioná-la.
Esperar que Ele aja de forma que nós entendamos é limitar e rebaixar grotescamente seu agir. A maneira de nosso Senhor agir transcende o limite humano de compreensão. Quando as Escrituras falam dos caminhos de Deus mais altos que os nossos, relaciona este fato com o de seus pensamentos também serem mais altos que os nossos:
"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos."
Isaías 55:8,9
Podemos afirmar com toda certeza que o fato de Deus agir por caminhos mais altos (e isto deriva-se do fato de que seus pensamentos também são mais altos) deve-se à sua infinita capacidade de gerenciar todas as coisas. Quando pensamos na resposta para o nosso problema nossa mente limitada e egoísta só vê isto; mas quando Deus pensa na resposta do nosso problema, não pensa só nisto, mas vai além, muito além...
Ele consegue propor respostas que não se limitem só ao momento e conseqüência, mas que toquem a causa do problema e tenham também o poder de continuar agindo em nós quando o que considerávamos problema já não estiver mais presente. Também podemos sugerir que além de nos tocar isoladamente, Ele ainda pode estar propondo soluções que não envolvam somente a nós, mas também outras pessoas.
Deus pode ainda estar tocando não só uma área problemática, mas toda uma rede de outros problemas interligados ao que nos incomodava mais. Ou tocar valores e escolhas erradas que permitiram a entrada e instalação do tal problema. E mais, muito mais!
Nossa mente pode fazer uma grande e abrangente lista, mas não interessa o quão longe nossa perspicácia e raciocínio nos levem, jamais chegaremos perto da forma de pensar de Deus que é muito mais elevada.
A sabedoria de Deus nos é apresentada na Bíblia como tendo muitas formas. Em Efésios ela é denominada como a MULTIFORME sabedoria de Deus. Isto fala de uma sabedoria que não é limitada, mas que se abre num leque infinito de dimensões da operação divina. Esta ilimitada sabedoria pluraliza a resposta de Deus para cada problema ou obstáculo que o ser humano enfrenta; em vez de tocar de forma direta numa única questão, Deus tem o poder de trazer várias intervenções nas situações em que jamais enxergaríamos a necessidade disto.
Considere também que o Senhor conhece o futuro, coisa que homem algum e nem mesmo o diabo tem capacidade de conhecer; portanto a ação de Deus não está voltada somente ao já e ao agora, mas ela se estende para o futuro e sempre priorizará o nosso melhor sob uma visão global, mais abrangente do que jamais nossa mente poderia alcançar. A atuação de Deus é integrada e sinérgica.
Para o ser humano, o desvendar de mistérios parece ser algo de suma importância. Deus, por outro lado, parece fazer questão de ocultar algumas coisas, especialmente aquilo que diz respeito à sua ação em nossas vidas. Salomão foi um homem sábio e inquiridor, mas enxergou em Deus esta característica e a mencionou não apenas no livro de Eclesiastes, mas também no de Provérbios:
"A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las."
Provérbios 25:2.
Esquadrinhar não é coisa somente dos reis, mas de todo ser humano; só que no caso dos reis da antigüidade, quanto mais conhecedores dos mistérios eles eram, mais respeito ganhavam do povo. Mas esquadrinhar é algo que está ligado ao homem de forma geral; todos queremos entender bem e saber explicar as coisas, e diante disto, esta forma de Deus operar parece ser inaceitável à nossa própria carne. Gera lutas, mas precisamos aprender a superá-las e descansar em fé no Senhor.
É engraçado. Parece que quanto mais tentamos entender o agir de Deus, menos conseguimos enxergá-lo. Vemos um acontecimento bíblico que exemplifica isto. É o episódio da aparição de Jesus aos dois discípulos no caminho de Emaús.
Este texto mostra que temos a tendência de traçar nossos próprios planos para o agir de Deus. É como se, inconscientemente, estivéssemos dizendo a Deus como Ele deveria agir. Nos fixamos tanto em esperar que Ele aja de determinada maneira que, ao agir diferente do que esperávamos, não o conseguimos ver. Precisamos aprender a esperar pelo agir de Deus sem nos prendermos ao modo como Ele agirá.
ESPERÁVAMOS QUE FOSSE
Este episódio se deu após a morte e ressurreição de Jesus, quando dois discípulos caminhavam tristes para Emaús, não sabendo que Cristo havia ressuscitado, e o próprio Jesus aparece a eles, mas NÃO PUDERAM reconhecê-lo, pois seus olhos estavam fechados:
"Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas.
Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles.
Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer."
Lucas 24:13-16.
Repare que o texto diz que os olhos deles estavam impedidos de reconhecê-lo. Não sei se você já parou para pensar porque estavam impedidos, mas eu já. Durante muito tempo eu achei que Jesus não quis que eles o reconhecessem, ou que Ele talvez estivesse diferente depois da ressurreição, mas o fato é que não ocorreu nem uma coisa e nem outra.
Diferente Jesus não estava, pois quando aparece ao restante dos discípulos Ele mostra até mesmo as cicatrizes da ferida que lhe fizeram ao lado como também as dos cravos nas mãos e nos pés; o corpo ressuscitado era o mesmo em sua aparência.
A continuação do texto nos mostra porque eles não podiam ver que era Jesus:
"Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos.
Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?
Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam."
Lucas 24:17-21.
Os dois discípulos estavam tristes e abatidos e Cristo se faz de alheio e lhes pergunta porque estavam com o semblante daquele jeito; na resposta que dão, percebemos que eles tinham uma expectativa com relação a Jesus e que a crucificação tinha arrebentado com ela! Os judeus em geral esperavam um Messias que se manifestaria como um general de guerra e que os livraria do domínio dos romanos para estabelecer seu próprio reino.
É por isso que Tiago e João pediram, numa certa ocasião, que quando Cristo se assentasse no trono de sua glória, que eles pudessem assentar-se um à direita e outro à esquerda d'Ele; imaginavam um reino físico e, ao lado do rei, queriam ser ministros da fazenda e do planejamento!
Cleopas e seu companheiro demonstram claramente sua frustração ao concluírem com estas palavras: "esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam".
O que eles estavam dizendo?
Que achavam que através dele viria a redenção (física) de Israel, mas já fazia três dias que ele havia sido morto; ou seja, esperavam que fosse ele, mas não foi... Era mais ou menos isto que davam a entender.
A expressão "esperávamos que fosse" é a chave aqui. Eles tinham uma expectativa de como Deus iria agir, mas Deus agiu diferente do que eles esperavam. Enquanto esperavam um reino físico só para Israel, Jesus estava cuidando da redenção dos pecados de toda a humanidade e estabelecendo o aspecto espiritual do reino. Em seu retorno a esta terra Ele vai estabelecer o aspecto físico do reino, mas a primeira vinda não envolvia este aspecto.
Só que os discípulos estavam tão fixados nesta idéia que não conseguiam ver Deus agindo de outra forma! Achavam que a morte de Jesus na cruz tinha sido uma derrota e não conseguiam imaginar Deus no controle dela; e porque só esperavam o agir de Deus de uma única maneira, não podiam ver o que Deus estava fazendo de modo diferente do que haviam pensado.
Assim também é conosco. Fantasiamos tanto o agir de Deus, criamos as hipóteses de como faríamos se nós fôssemos Deus; fazemos nossos planos, fixamo-nos em nossas idéias, e no fim das contas quando o Senhor acaba agindo de modo diferente não conseguimos vê-lo em ação!
Quero desafiá-lo a parar de tentar ensinar Deus como fazer as coisas quando você ora por algo. E mesmo quando você não o faz verbalmente, acaba fazendo com os pensamentos. E por se fixar tanto na espera de uma única forma de atuação divina, seus olhos não reconhecem quando Deus está operando de maneira diferente.
Muitas vezes não podemos ver o agir de Deus porque realmente Deus o ocultou, mas há momentos em que nós nos excluímos da possibilidade de ver por ficarmos tão presos ao que esperávamos d'Ele. Foi só depois que Jesus lhes explicou biblicamente o que devia acontecer com o Cristo, e demonstrou pela sua conhecida forma de partir o pão que era Ele falando com eles, que os olhos deles se abriram! Pois agora já não mais esperavam o general de guerra, mas o Cristo crucificado e ressurreto; e quando começaram a esperar que Deus agisse exatamente como estava agindo, já não havia mais o que os impedisse de ver.
Eu senti o mesmo que estes dois discípulos sentiram. Eu nunca esperei que Deus pudesse agir em circunstâncias aparentemente negativas; e em momentos em que Ele estava operando em minha vida de forma diferente da qual eu esperava, não podia ver que era Ele. Um impedimento estava sobre os meus olhos e não me permitia ver Deus comigo.
Eram os conceitos errados e fantasiosos que eu mesmo criara de como deveria ser a ação de Deus naquele momento. Mas assim que o Senhor começou a me fazer entender a Palavra, e que havia maneiras diferentes d'Ele agir, meus olhos se abriram e pude reconhecê-lo comigo nas horas em que não parecia que Ele estivesse. E foi exatamente assim que se deu com os discípulos:
"E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles.
Lucas 24:30,31.
Em nossa ânsia de querer compreender tudo de forma racional, esta forma de agir de Deus não parece ser algo assim tão bom. Contudo, à medida em que trazemos mais luz da Palavra sobre esta forma divina de trabalho, percebemos quão linda e inspiradora ela é!
O que inicialmente quero estabelecer (não explicar) é que isto é um princípio. O agir de Deus é invisível, e está fora do alcance da nossa vista. E isto se deve a várias razões. Mencionamos a necessidade de um andar pela fé. Falamos sobre os pensamentos de Deus serem mais altos e não podermos compreender sua multiforme sabedoria e a pluralidade das respostas que Ele traz numa única circunstância.
E falamos, também, que muitas vezes somos tão limitados pela nossa maneira de pensar, em como Deus deveria agir, que quando Ele trabalha de modo diferente não o conseguimos ver. Mas em tudo isto o que mais quero destacar é a enorme e indizível diferença que há entre a nossa forma de pensar e a de Deus em sua multiforme e infinita sabedoria.
Só que esta vantagem divina de pensamentos mais altos não é só sobre o homem mas, também, sobre Satanás e seus demônios...
02
SATANÁS A SERVIÇO de Deus
Chovia na maior parte do percurso enquanto seguíamos pela Br-116 rumo a Curitiba. Embora o apelido da estrada fosse "Rodovia da Morte", ela não nos amedrontava, talvez porque já havíamos feito várias vezes o trajeto de São Paulo até a capital paranaense e vice-versa; e também pelo fato de confiarmos na proteção de Deus.
A viagem seguia tranqüila e sem excessos e, como de costume, gastávamos a maior parte do tempo em oração. Foi assim até a divisa de Estados e outros quatro quilômetros e meio depois. Então, aconteceu o que marcaria para sempre minha vida, não pelas implicações naturais do ocorrido, mas pelo que Deus viria a me mostrar e ensinar, bem como pela nova direção que tomaria a minha vida.
Estávamos somente em dois no carro, Harold McLaryea e eu. A equipe ministerial contava com mais um integrante nas viagens, o Robert Ros, mas neste dia ele não se encontrava conosco, pois tinha viajado antes de nós. A razão disto é que mudávamos a base de nosso ministério de Campinas para Curitiba e nesta viagem carregávamos tudo o que coubera no carro, uma Parati.
O banco traseiro estava deitado e o carro estava cheio até o teto, além de malas sob nossas pernas que repousavam no chão do automóvel. A soberania divina fez com que a falta de espaço poupasse o Robert do acidente e o levou tranqüilo à capital paranaense num ônibus da Viação Cometa.
Foi no dia 23 de Agosto de 1993, uma segunda feira. Não tenho muitos detalhes em minha memória, que apagou quase completamente o ocorrido e que teima em permanecer "esquecida". Mas somei os relatos das pessoas que se envolveram e consegui informações suficientes para entender o que aconteceu.
Os pneus já estavam um tanto quanto gastos (para não chamá-los de "carecas") e o carro não tinha seguro, pois além de tê-lo trocado recentemente, estava meio "apertado" naqueles dias. Disto, o único culpado era eu mesmo, embora durante vários meses quisesse transferir a responsabilidade para Deus.
Quase cinco quilômetros depois de termos entrado no Paraná, ultrapassei um caminhão, e isto fez com que eu elevasse a velocidade do carro a um pouco mais do que a que vínhamos mantendo, cerca de cem quilômetros por hora. O caminhão não queria perder seu embalo e eu forcei um pouco a ultrapassagem, o que me fez terminá-la quando havíamos entrado numa ponte e voltar para minha pista um pouco antes de um outro caminhão que vinha no sentido contrário cruzar conosco.
Foi o tempo de voltar e andar uns duzentos metros apenas, então uma aqüaplanagem aconteceu. Chovera toda a tarde, e nesta hora, umas cinco e meia da tarde, caía uma garoa fina, mas a pista tinha muita água. Não sei o tamanho da poça d'água, só me lembro do carro ter perdido a direção e saído da pista para a esquerda. Não colidimos com ninguém, a coisa ocorreu só conosco, e nos levou direto para um enorme declive com degraus com mais ou menos uns quarenta a cinqüenta metros de desnível.
Ainda me lembro da hora em que o carro saiu da pista e o Harold clamou pelo nome de Jesus. De repente o carro voou barranco abaixo e depois do primeiro impacto deu-se um verdadeiro tobogã, que se responsabilizou por fazer com que tudo o que estava no carro fosse jogado fora, exceto o motorista e o passageiro, presos ao cinto de segurança.
Fomos parar a uns setenta metros da rodovia. Bati várias vezes a cabeça, o que me fez perder a consciência. O caminhoneiro que eu havia ultrapassado assistiu a cena e parou prestar socorro; Harold e ele me levaram barranco acima e logo um carro parou, levando-nos até o posto da polícia rodoviária mais próximo; e eles, por sua vez nos levaram até o hospital em Campina Grande do Sul, próximo a Curitiba.
Tive traumatismo craniano, levei uns trinta pontos no rosto e na cabeça, e devido à uma fratura mais séria na mão esquerda, precisei fazer uma cirurgia e colocar dois pinos de platina. Por causa da intensidade das pancadas na cabeça precisei passar dois dias em observação na U.T.I. Já o Harold saiu ileso e sem nenhum arranhão.
Já no hospital descobri que havia perdido tudo. O carro dera perda total. Nossas malas foram roubadas. Quanto ao resto da mudança, o que não se estragou na queda e no barro, também foi roubado.
Mas a dor não era tanto a da perda, mas a de um sentimento estranho que começou a brotar em minha alma. Era um misto de abandono com rejeição; algo contra o qual eu lutava, mas que aos poucos parecia me engolir. Porque Deus havia permitido aquilo? E as orações que lhe havíamos feito? E suas promessas de proteção e cuidado? Porquê? Porquê? Porquê?
Entrei em crise. Os irmãos me visitavam e tentavam me animar mostrando que o Senhor guardara nossas vidas. Afinal eu lhes havia contado que o médico me mostrou o resultado da tomografia que acusava dificuldade de distinguir massa branca e cinzenta e lesões nas partes moles do cérebro; isto em si não era assim tão complicado, mas indicava a intensidade do trauma; só que o médico havia me dito que considerando que este trauma aconteceu numa parte delicada da cabeça, que é a fonte, eu poderia até mesmo ter morrido.
Havia ainda a questão da minha vista; minha pálpebra esquerda foi restaurada no centro cirúrgico pois havia se rasgado até um pouco mais da metade, e os médicos ali disseram que meu globo ocular (e consequentemente minha visão) foi poupado de forma milagrosa.
Vendo-me abatido, os irmãos em Cristo tentavam mostrar-me o lado da intervenção de Deus. Só que algo dentro de mim doía muito; eu não ousava dizer, mas pensava comigo mesmo que, intervenção milagrosa por intervenção milagrosa, não teria sido mais fácil o Senhor colocar meu carro de volta na pista na hora em que desgovernamos?
Porque Ele havia nos deixado cair barranco abaixo para então resolver proteger? Onde Ele estava à hora em que precisei dele? Se eu dera minha vida ao ministério e à obra do Senhor, cuidando das coisas d'Ele, porque Ele não cuidara de mim e das minhas coisas?
Pensava como um insensato e sabia disto. Não tinha coragem de dizer aquelas coisas, mas não conseguia parar de pensar. E uma dor profunda me atravessava o peito, querendo me convencer de que Deus havia me abandonado na hora em que eu mais precisei dele. Para minha razão não havia a menor sombra de dúvida de que o Senhor é justo e fiel, mesmo quando as circunstâncias insistem em fazer parecer que não; mas eu não conseguia convencer minhas emoções.
Meus sentimentos diziam outra coisa e uma verdadeira batalha interior começou, vindo a durar muitos meses. Em alguns momentos eu achava que era muito drama interior para um rapaz de vinte anos e que eu podia estar aumentando as coisas, mas não havia meios de me convencer e aplacar o sentimento.
Eu pregava desde os dezoito anos e já fazia dois anos que viajávamos por várias cidades e estados, levando o mover do Espírito a muitas igrejas que não o conheciam. Tive o privilégio de ver muitos milagres e intervenções poderosas de cura; o sobrenatural era freqüente nas reuniões; e ainda havia a ênfase de uma vida vitoriosa que sempre dávamos, e na verdade, era isto o que mais me incomodava, pois eu me sentia como que se tivesse sido golpeado pelo inimigo. Aquele acidente não tinha nada a ver com a vida vitoriosa que eu acreditava. E ele derrubou meus castelos espirituais que eu havia construído com um pouco de fantasia.
Na época, tínhamos uma agenda de viagens bem cheia para o ano todo e foi necessário dar uma parada, pelo menos para a minha recuperação. E de repente os planos mudaram. Na verdade não apenas mudaram, mas acabaram-se de vez! E comecei a deixar as coisas rolarem e pedir que Deus estivesse no controle...
Foi neste período que acabei vindo para Guarapuava, no Paraná. Tínhamos estado várias vezes na cidade, pregando numa igreja denominacional que foi fortemente impactada pelo mover do Espírito. O pastor começou um novo trabalho fora da denominação, mas não ficou muito tempo; uns quatro meses após ter iniciado o trabalho, foi para outra cidade, e o único contato que aquele grupo de irmãos tivera como nova igreja fora conosco e com nossos pastores, da Comunidade Cristã de Curitiba.
Pediram-nos ajuda e começamos a estender auxílio ao trabalho, embora com a intenção de não ficar em definitivo, pois não nos considerávamos pastores, somente um ministério itinerante de apoio. Mas Deus falou ao nosso coração e ao do grupo, e decidimos dar pelo menos uns tempos investindo no trabalho local. Inicialmente pedimos reforço ao Luís Gomes, amigo e companheiro de muitas viagens, que na época não compunha nossa equipe, mas desempenhava seu próprio ministério.
Alguns meses depois, Harold e Dorilene, recém-casados se uniam conosco na missão de pastorear a Comunidade Cristã de Guarapuava. Que viravolta! Eu sempre havia declarado a muitos irmãos e amigos que a última coisa que eu queria neste mundo era ser um pastor. E de repente aí estava eu! Não sei o que pensei ao certo, mas recordo-me que não tinha planos de estar aqui até hoje; mas tenho aprendido que "O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR." (Pv.16:1).
Passei muitas crises interiores com o acidente, mas cansei de brigar com Deus e não ter resposta e acabei desistindo de insistir e engolindo minhas interrogações até quando agüentasse. Um ano e três meses depois do acidente, e com quase um ano em Guarapuava, fomos ordenados e reconhecidos como presbitério local; nossos pastores vieram de Curitiba e procederam como de costume, pedindo-nos que nos preparássemos para uma ministração profética que ocorreria junto com a ordenação. Nesta época eu já desconfiava que Deus tinha aproveitado tudo aquilo para nos trazer a Guarapuava, mas tinha minhas dúvidas e o medo de estar sendo acomodado demais ao transferir tudo ao controle divino.
Foi então que aconteceu; através dos pastores, Deus falou ao meu coração sobre como ele havia quebrado algumas pontes para tratar comigo e me guiar dentro de seu plano; que Ele havia me tirado daquele ministério itinerante para me fazer crescer e que a seu tempo isto seria restituído.
O Senhor usou Miguel Piper, Thomas Wilkins, e Francisco Gonçalves, cada um acrescentando algo; mas não foram só palavras, houve um sentimento novo, uma testificação espiritual de que era aquilo mesmo, houve uma vida nova que entrou em mim! Louvado seja Deus por aquele dia tão especial, mas os detalhes do que eu precisava ouvir vieram quase um mês depois, quando o pastor Francisco Gonçalves voltou para nos visitar e ministrar. Numa conversa descontraída em casa falávamos sobre nossas experiências com anjos, eu, Luís, e ele.
E acabei lhe perguntando qual fora a experiência mais recente que o Senhor lhe tinha dado. Para minha surpresa, ele respondeu que havia sido na nossa ordenação, e que a palavra profética que ele havia proferido, era, na verdade, uma visão que Deus lhe dera e que ele havia conversado com um anjo acerca do meu ministério, e apenas transmitiu o que ouviu na conversa! Fiquei espantado e comecei a inquisição para arrancar cada detalhe do que fora aquela experiência.
Não quero parecer sensacionalista ao contar a experiência em seus detalhes. Justamente pela sua humildade verdadeira, Francisco nem havia me dito o que acontecera, só dera a mensagem de Deus sem alardes. Mas Deus sabe que eu jamais teria aceitado os detalhes se não tivessem vindo de uma forma tão espetacular e por meio de alguém da minha mais alta confiança.
O QUE O ANJO REVELOU
Enquanto o pastor Francisco orava por mim, Deus lhe abriu os olhos espirituais e ele viu um anjo em pé ao meu lado. O mensageiro celestial se apresentou de maneira formal dizendo: - "Fui enviado da parte do Deus Altíssimo para te fazer saber algumas coisas acerca destes ministérios (a referência plural envolvia nós três). Você tem uma preocupação muito grande por eles, mas Deus te faz saber que eles estão nas mãos do Senhor, e que estão no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa." Após esta referência ao nosso ministério plural, a palavra passou a ser especificamente sobre a minha vida. O anjo prosseguiu:
· "Quanto a este, é um guerreiro divertido; ele não pergunta se é o tempo de Deus ou não para atravessar a ponte..." E então a mensagem continuou, não apenas nas palavras que ele usava, mas em visões que ilustravam o que ele estava falando. Neste momento em que o anjo afirmava que eu não perguntava o tempo de Deus para atravessar uma ponte, Francisco via a cena: eu estava diante de uma ponte e afirmava: - "Ponte foi feita para passar", quase como que dizendo: - "Se ela está aí eu não preciso esperar nenhuma hora específica, é só seguir em frente".E era isto que o pastor me via fazer na visão; passei correndo uma, duas, três, várias pontes! E ele simplesmente sabia, mesmo sem lhe ser dito, que as pontes significavam o acesso de um nível ministerial a outro; Deus comunicava-lhe isto ao espírito à medida em que a revelação vinha. Eu passava as pontes bem depressa, e uma atrás da outra! Até que o mesmo anjo foi e quebrou algumas pontes diante de mim para que eu não as atravessasse; foram mostradas três pontes específicas que ele destruiu para que eu não passasse. E então veio a explicação pela boca do mensageiro celestial:
· "Ele estava avançando para níveis ministeriais sem que estivesse pronto, tratado, para isto. Por isto foi necessário quebrar algumas pontes, mas ele é rebelde e não aceita o tratamento de Deus. Quanto àquele acidente do ano passado, diga-lhe que Satanás tentou tirar-lhe a vida, mas diga por que Deus o permitiu, embora sem deixar que sua vida fosse tocada. Seu ministério estava crescendo muito rápido sem que ele fosse trabalhado no íntimo, e neste ritmo ele iria sucumbir debaixo do peso do próprio ministério; era uma questão de tempo. Por isso Deus o parou; mas também para trazê-lo a esta cidade e tratar com ele; e quando ele estiver pronto, o Senhor lhe dará um ministério de proporções ainda maiores."
O impacto desta mensagem foi e ainda é muito forte em minha vida. E até hoje quando conto esta experiência me emociono e ao mesmo tempo me envergonho. Eu questionei a justiça e fidelidade de Deus muitas vezes por Ele ter permitido que aquele acidente ocorresse. Eu não falava isto, mas repetidas vezes eu pensei. E enquanto eu o julgava assim no meu coração, Ele estava cuidando de mim! O Senhor estava me protegendo de algo pior, não me abandonando naquela hora.
Ele nunca nos abandona. Ele prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Jamais haverá um dia sequer em nossas vidas no qual o Senhor não esteja ao nosso lado! Nosso problema é tentar compreender o agir de Deus em vez de confiar que Ele está no controle - mesmo que de modo estranho aos nossos olhos e maneira de pensar.
Meu coração se quebrou quando entendi o que havia acontecido. Pedi perdão ao Senhor por não confiar n'Ele de todo coração e ter interiormente duvidado e murmurado contra Ele. Sei que Deus me perdoou, mas até hoje tenho vergonha do papelão que fiz. Como fui idiota, insensato! E muitos cristãos têm feito isto; ficam criticando Deus enquanto Ele os defende, protege e provê o seu melhor para eles. Somos os únicos injustos (e ingratos!) nesta história, e não Deus.
Mas sei que o Espírito Santo vai lhe revelar muitas coisas sobre sua vida pessoal à medida em que você prossegue na leitura deste livro. Aconselho-o a não oferecer resistência, mas quebrantar-se diante de Deus e permitir que Ele o sare. Eu estava muito ferido e machucado por dentro devido às mentiras que o diabo havia assoprado em minha mente, mas a compreensão do que Deus estivera fazendo fora da vista dos meus olhos sarou-me por completo e revelou-me uma nova dimensão do amor e do cuidado d'Ele por mim. Muitas outras verdades bíblicas começariam a ser desvendadas diante dos meus olhos a partir desta revelação.
Até então, se eu ouvisse alguém ensinar o que hoje estou ensinando, eu discordaria e possivelmente até entraria em choque. A influência que recebi do "ensino da fé", me fez ficar um pouco "triunfalista", numa fantasia de que o que crente pode vir a ser intocável. Recebi uma grande influência dos ensinos de Kenneth Hagin, Dave Roberson, e outros ensinadores da fé. E louvo a Deus por suas vidas e ministérios, pois eles têm sido instrumentos de Deus para resgatar a vida vitoriosa que há em Jesus e vivem o que pregam.
Mas o Senhor começou a me mostrar que eu havia criado uma mentalidade errada a partir de princípios corretos. De fato Deus prometeu vitória sobre o inimigo, mas isto não queria dizer que eu nunca sofreria um acidente como o que sofri, pois foi uma vitória sobre Satanás! Como disse o anjo, se isto não tivesse acontecido (e consequentemente me freado), eu poderia até ter perdido o ministério; e isto sim, seria uma derrota. Mas o acidente não foi derrota, foi vitória e a forma como Deus não apenas me livrou de um ritmo perigoso, como também redirecionou o meu ministério e começou a tratar com o meu caráter e alma de forma mais profunda.
O detalhe que eu não via nestes homens de Deus é que o que eles pregavam era um alvo de vida cristã, não algo que ocorreria de forma imediata ou instantânea com ninguém, pois nem em suas vidas foi assim. Hoje, tendo passado a fase do tratamento de Deus, eles estão numa outra dimensão, e creio que Deus realmente quer que avancemos para uma dimensão mais profunda de vida cristã, se movendo mais intensamente no sobrenatural e em grandes conquistas. Mas ninguém se iluda, pois isto não acontecerá sem o tratamento de Deus em nossa alma!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
CRENTES ZUMBI
Deuteronômio – 07:15INTRODUÇÃO
De uns dias para cá venho observando que coisas estranhas estão acontecendo dentro de algumas igrejas, e igrejas grandes, com um vasto tempo de ministério no Brasil e no mundo. Coisas que não poderiam acontecer com a noiva do Senhor. Irmãos brigando com irmãos dentro da igreja, irmãos processando irmãos por coisa que o pastor deveria ajudar a resolver, jovens ficando grávida rapazes deixando a casa de Deus e virando homossexuais, há! Pastores em adultério, cristãos pedófilos, e ainda pastores sonegando impostos e sendo presos, dizendo que é perseguição ao evangelho. Sem falar que isso tudo é um prato cheio para a mídia. Então comecei a orar e pedir uma revelação a Jeová, o porquê temos passado por estas ocasiões, que tanto deixa manchada a imagem da igreja de Cristo na face da terra. Será que isso tudo vai piorar? Será que isso pega? Seria uma faze ruim? Ou seria um prenúncio do mal? Então o Espírito Santo me fez recordar de quando os discípulos perguntaram ao Senhor quando seria o fim, e o meu Jesus deixou alguns sinais para que observássemos o fim, e uma das coisas seria a apostasia, que significa abandonar a fé, e saibam de uma coisa, A FÉ É A SAÚDE DE UM CRISTÃO. Um cristão sem fé é um cristão doente. E quando fui tocado pelo Espírito e Ele me disse que uma tempestade antes de cair ela dá sinais. Veja bem! Quando vemos nuvens negras no céu, e o sol é encoberto por elas, um vento começa a soprar, a temperatura sofre uma queda, então falamos que vai chover devidos os sinais. Quando você está usando uma caneta e ela começa a falhar na escrita, então temos um sinal que sua tinta está acabando. Quando temos fortes dores de cabeça, pode ser um sinal de que sua pressão não vai bem. Sinais que mostram que algo não vai bem. Quando uma doença vai se manifestar, geralmente ela dá sinais, e por não observarmos estes sinais pagamos um alto preço.Em meado de 1979, quando eu era ainda uma criança, íamos, eu e minha prima de nome Vera Lúcia, após a saída da escola para casa. Quando a Verinha chegou em sua casa ela disse a minha tia, mamãe eu estou com dores de cabeça. Então sua mãe achou que era o forte sol que ela pegou no retorno para casa. Horas depois Verinha estava sendo conduzida para o hospital local, com manchas pelo corpinho e em mais algumas horas ela estava morta, foi aferida por uma meningite tipo C.Sua mãe não foi capaz de identificar os sinais daquela terrível doença, e uma tragédia aconteceu. Aprenda a ver os sintomas que antecedem as doenças evangélicas.
DOENÇAS ESPIRITUAIS QUE ESTÃO MATANDO A IGREJA
Veja você mesmo e analise se estas doenças estão ou não estão matando o povo que deveria ser o povo mais saudável da face da terra? E depois mostre esta mensagem a seu pastor, talvez não seja tarde demais ainda!
A LICANTROPIA
Esta doença tem como fundamento à maldição, que recai sobre uma pessoa, pois a palavra deriva do grego (likos-lobo), (tropos-forma), ou seja, homem em forma de animal. A psiquiatria chama esta doença de tendência canibal, onde a pessoa sente desejos de comer carne com sangue e outras coisa semelhantes. Vejo que hoje muitas pessoas estão se tornando animais dentro das igrejas, desejando o sangue alheio, se tornando homens irracionais, não dando mais o valor na palavra de Deus e querendo um culto de pulos e gritos (não que eu seja contra a liberdade) com muita libertinagem, esquecendo que a bíblia no diz que nosso culto deve ser racional, com consciência e sabedoria. Não bastasse hoje vemos grandes igrejas rachando depois de uma briga interna ferrenha, pois a licantropia esta afastando o povo do caminho da verdade. Então me recordo de um homem que um certo dia bateu no peito e disse eu fiz tudo isso, eu sou o maior. Seu nome? Rei Nabucodonosor. Quando o Rei dos reis, lá no seu sublime trono ouve isso, Ele se levanta e deixa a licantropia cair sobre Nabucodonosor, que se transforma em um animal (Dn-4:31).Procure os sintomas da licantropia em sua igreja, que se manifestam com raiva, ira, discórdia, intrigas, dissensões. Pastores que tratam suas ovelhas com porrete e não com cajado, pastores que estão com licantropia e estão em cima do púlpito, disseminando uma doença e gerando obreiros com a mesma doença. Acorde povo de Deus!
A ANENCEFALIA
Doença na qual o feto se forma sem cérebro, sendo causado pela e má formação do tubo neural conseqüentemente ocorrendo também má formação da caixa craniana.Meu Deus! como isso está acontecendo nos dias de hoje! Fico vendo pessoas se entregarem a Cristo mas sendo mal formadas, não tendo a mente de Cristo como Paulo nos diz, mas o pior que nem mesmo possuem uma mente para poderem discernir entre o certo ou o errado, foram mal formados. O mesmo acontece com líderes que nascem sem cérebros, e depois saem das igrejas e formam outros como eles. A anencefalia esta dentro das igrejas e nenhum pastor consegue detectar os sinais da maldita doença, pois ficam preocupados com a arrecadação, que entre pastores é o termômetro que mede o crescimento da igreja deles e de outros. Quando eu fui chamado para o servir como pastor, eu fiquei eufórico e feliz, pois iria estar entre homens de Deus, mas hoje vejo pastores que desenvolveram a anencefalia, por isso quero vacinar a sua vida.Em I Co 14:04, vemos o apostolo Paulo nos dizer que o deus deste século (satanás) cegou o entendimento da humanidade. Precisamos reagir contra este terrível mau, levantarmos contra as doenças evangélicas, ou então muitos serão dizimados. Hoje os doentes estão aumentando, e as igrejas mais se parecem com o SUS (Sistema Único de Saúde), não conseguem curar, pois estamos pensando que a igreja é um parque de diversões, e na realidade ela deveria ser um hospital de feridos. Devemos acordar ou morremos, sem cérebro.
A CATALEPSIA
Esta é a doença que se identifica pelo distúrbio que impede o doente de se movimentar, e tem suas funções vitais reduzidas, que sem uma aparelhagem ideal poderá ser dada como morta, uma vez que suas junturas começam a enrijecer.Durante muitas vezes eu ouvi dizer que algumas pessoas foram enterradas vivas, e outro dia, assisti uma reportagem que mostrava um museu de mortos, que fica no México, onde se encontram alguns restos mortais de pessoas que comprovadamente foram enterradas vivas, pois estavam com catalepsia e ninguém conseguiu detectar, e quando o doente retornou a seu estado normal teve o maior susto e passou pela maior agonia de ter sido enterrado vivo.Agora imagine você, quantas pessoas estão dentro das igrejas e aparentam mortas, não tendo mais prazer de ouvir a palavra de Deus. Pessoas que mais se parecem com zumbis, andando de um lado para o outro, tendo suas junturas enrijecidas, o que chamamos na medicina legal de estado cadavérico.Precisamos trazer estes crentes de volta a vida, precisamos faze-los voltar ao primeiro amor, e então terão suas vidas de volta. É por isso que o diabo quer que todos vão para as igrejas, pois as doenças evangélicas irão mata-los, e já não há mais pastores que consigam cura-los. Mais eu profetizo que há uma geração de homens de Deus que começa a ser moldado a gosto de Jeová, como barro nas mãos do oleiro, que irão resgatar os catalépticos evangélicos, e você que está lendo esta mensagem poderá ser um.
A ANOREXIA
Uma doença nojenta e totalmente mortal como todas as outras. Identifica-se pela rígida e insuficiente dieta alimentar, por pessoas que geralmente tem problemas com auto-imagem, também chamada de pessoas anorexas. Esta doença talvez seja a que mais esta arrasando as igrejas, pois hoje os crentes que conhecemos hoje querem somente o pula-pula e rala-rala, cantores como KLEBER LUCAS, CASSIANE, e outros cobrando cerca de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) acreditem ou não. E ainda tem pastores que se escondem atrás de ofertas e cobram milhares de reais para pregar a palavra de Deus (imagine se a palavra fosse deles) e o povo é levado a ter um regime rígido, tendo um corpo espiritual seco e quase sem vida, já não conseguem se alimentar.Chego a crer que quando Deus leva o profeta Ezequiel no vale dos ossos secos, penso que aqueles ossos eram de um grande povo que outrora eram fieis e bem alimentados, mas que foram mortos pela anorexia, a falta de palavra. Culpados? Sim! Pastores que querem fazer show, ao invés de fazerem ovelhas.Irmãos! Busquem pela palavra de Deus. Caso seu pastor já não está pregando mais com a mesma unção, convide-o para ir ao monte. Mas o fato de Jeová ter levado o profeta ao vale, nos mostra a preocupação em resgatar os mortos pela anorexia, que estão caídos dentro das igrejas. Ainda há solução para as doenças evangélicas! ainda há cura para o doente! ainda existe um bálsamo!
A BULIMIA
Ingestão de alimentos, seguida de provocações voluntárias de vômitos. O doente tem um estranho remorso após ingerir alimentos e provoca vômitos com o intuito de se livra do alimento, achando conseguir um alivio para consciência.É triste, mas é verdade. Vemos muitas pessoas se dirigirem para os cultos, mas quando saem acabam vomitando a palavra de Deus, voltando a ser vazios do que de melhor se tem, a doce palavra de Deus. Homens que ao saírem da igreja agridem suas esposas. Jovens que ao saírem dos cultos se entregam a fornicação, mulheres que são verdadeiras “porcas” dentro de casa, não cuidam de nada, e ainda maltratam filhos e esposos, desperdiçando o que tem em casa. Sabe o que é isso? A bulimia!Outro dia perguntei para um irmão que participou de um evento festivo na sua igreja, se o culto da noite teria sido bom. Ele me respondeu que foi maravilhoso, muito hino, muito louvor, até me disse que “tava fogo puro”. Então eu lhe perguntei qual foi a mensagem que o pregador trouxe na noite. Sabe o que ele me disse??? EU NÃO ME LEMBRO! MAS SEI QUE FOI BOM!Isso me assusta! Pensamos que o povo evangélico está crescendo, talvez seja um inchaço, e se for crescimento, junto também vem os problemas, precisamos alertar o povo de Deus, antes que seja tarde para muitos. Pastores! Voltem ao primeiro amor.
CONCLUSÃO
Ainda me faltaria papel para continuar a falar de outras doenças como a AMINÉSIA, ARTROSE, DIABETES...Preguem a verdade doa a quem doer. Prosperidade não é a prioridade de Deus em nossas vidas, o Senhor não esta nos pedindo “uma fogueira profana”, Ele está preocupado com nossa saúde espiritual, é por isso que Ele nos chama de filhinhos, para cuidar de nós.A igreja precisa pregar sobre O BALSAMO DE GILEADE. Ele te cura de qualquer doença, e então você terá uma saúde perfeita a ponto de alegrar o coração de Deus. Lembrem-se: Doença mata!
Obrigado(a), PR.Alexandre
De uns dias para cá venho observando que coisas estranhas estão acontecendo dentro de algumas igrejas, e igrejas grandes, com um vasto tempo de ministério no Brasil e no mundo. Coisas que não poderiam acontecer com a noiva do Senhor. Irmãos brigando com irmãos dentro da igreja, irmãos processando irmãos por coisa que o pastor deveria ajudar a resolver, jovens ficando grávida rapazes deixando a casa de Deus e virando homossexuais, há! Pastores em adultério, cristãos pedófilos, e ainda pastores sonegando impostos e sendo presos, dizendo que é perseguição ao evangelho. Sem falar que isso tudo é um prato cheio para a mídia. Então comecei a orar e pedir uma revelação a Jeová, o porquê temos passado por estas ocasiões, que tanto deixa manchada a imagem da igreja de Cristo na face da terra. Será que isso tudo vai piorar? Será que isso pega? Seria uma faze ruim? Ou seria um prenúncio do mal? Então o Espírito Santo me fez recordar de quando os discípulos perguntaram ao Senhor quando seria o fim, e o meu Jesus deixou alguns sinais para que observássemos o fim, e uma das coisas seria a apostasia, que significa abandonar a fé, e saibam de uma coisa, A FÉ É A SAÚDE DE UM CRISTÃO. Um cristão sem fé é um cristão doente. E quando fui tocado pelo Espírito e Ele me disse que uma tempestade antes de cair ela dá sinais. Veja bem! Quando vemos nuvens negras no céu, e o sol é encoberto por elas, um vento começa a soprar, a temperatura sofre uma queda, então falamos que vai chover devidos os sinais. Quando você está usando uma caneta e ela começa a falhar na escrita, então temos um sinal que sua tinta está acabando. Quando temos fortes dores de cabeça, pode ser um sinal de que sua pressão não vai bem. Sinais que mostram que algo não vai bem. Quando uma doença vai se manifestar, geralmente ela dá sinais, e por não observarmos estes sinais pagamos um alto preço.Em meado de 1979, quando eu era ainda uma criança, íamos, eu e minha prima de nome Vera Lúcia, após a saída da escola para casa. Quando a Verinha chegou em sua casa ela disse a minha tia, mamãe eu estou com dores de cabeça. Então sua mãe achou que era o forte sol que ela pegou no retorno para casa. Horas depois Verinha estava sendo conduzida para o hospital local, com manchas pelo corpinho e em mais algumas horas ela estava morta, foi aferida por uma meningite tipo C.Sua mãe não foi capaz de identificar os sinais daquela terrível doença, e uma tragédia aconteceu. Aprenda a ver os sintomas que antecedem as doenças evangélicas.
DOENÇAS ESPIRITUAIS QUE ESTÃO MATANDO A IGREJA
Veja você mesmo e analise se estas doenças estão ou não estão matando o povo que deveria ser o povo mais saudável da face da terra? E depois mostre esta mensagem a seu pastor, talvez não seja tarde demais ainda!
A LICANTROPIA
Esta doença tem como fundamento à maldição, que recai sobre uma pessoa, pois a palavra deriva do grego (likos-lobo), (tropos-forma), ou seja, homem em forma de animal. A psiquiatria chama esta doença de tendência canibal, onde a pessoa sente desejos de comer carne com sangue e outras coisa semelhantes. Vejo que hoje muitas pessoas estão se tornando animais dentro das igrejas, desejando o sangue alheio, se tornando homens irracionais, não dando mais o valor na palavra de Deus e querendo um culto de pulos e gritos (não que eu seja contra a liberdade) com muita libertinagem, esquecendo que a bíblia no diz que nosso culto deve ser racional, com consciência e sabedoria. Não bastasse hoje vemos grandes igrejas rachando depois de uma briga interna ferrenha, pois a licantropia esta afastando o povo do caminho da verdade. Então me recordo de um homem que um certo dia bateu no peito e disse eu fiz tudo isso, eu sou o maior. Seu nome? Rei Nabucodonosor. Quando o Rei dos reis, lá no seu sublime trono ouve isso, Ele se levanta e deixa a licantropia cair sobre Nabucodonosor, que se transforma em um animal (Dn-4:31).Procure os sintomas da licantropia em sua igreja, que se manifestam com raiva, ira, discórdia, intrigas, dissensões. Pastores que tratam suas ovelhas com porrete e não com cajado, pastores que estão com licantropia e estão em cima do púlpito, disseminando uma doença e gerando obreiros com a mesma doença. Acorde povo de Deus!
A ANENCEFALIA
Doença na qual o feto se forma sem cérebro, sendo causado pela e má formação do tubo neural conseqüentemente ocorrendo também má formação da caixa craniana.Meu Deus! como isso está acontecendo nos dias de hoje! Fico vendo pessoas se entregarem a Cristo mas sendo mal formadas, não tendo a mente de Cristo como Paulo nos diz, mas o pior que nem mesmo possuem uma mente para poderem discernir entre o certo ou o errado, foram mal formados. O mesmo acontece com líderes que nascem sem cérebros, e depois saem das igrejas e formam outros como eles. A anencefalia esta dentro das igrejas e nenhum pastor consegue detectar os sinais da maldita doença, pois ficam preocupados com a arrecadação, que entre pastores é o termômetro que mede o crescimento da igreja deles e de outros. Quando eu fui chamado para o servir como pastor, eu fiquei eufórico e feliz, pois iria estar entre homens de Deus, mas hoje vejo pastores que desenvolveram a anencefalia, por isso quero vacinar a sua vida.Em I Co 14:04, vemos o apostolo Paulo nos dizer que o deus deste século (satanás) cegou o entendimento da humanidade. Precisamos reagir contra este terrível mau, levantarmos contra as doenças evangélicas, ou então muitos serão dizimados. Hoje os doentes estão aumentando, e as igrejas mais se parecem com o SUS (Sistema Único de Saúde), não conseguem curar, pois estamos pensando que a igreja é um parque de diversões, e na realidade ela deveria ser um hospital de feridos. Devemos acordar ou morremos, sem cérebro.
A CATALEPSIA
Esta é a doença que se identifica pelo distúrbio que impede o doente de se movimentar, e tem suas funções vitais reduzidas, que sem uma aparelhagem ideal poderá ser dada como morta, uma vez que suas junturas começam a enrijecer.Durante muitas vezes eu ouvi dizer que algumas pessoas foram enterradas vivas, e outro dia, assisti uma reportagem que mostrava um museu de mortos, que fica no México, onde se encontram alguns restos mortais de pessoas que comprovadamente foram enterradas vivas, pois estavam com catalepsia e ninguém conseguiu detectar, e quando o doente retornou a seu estado normal teve o maior susto e passou pela maior agonia de ter sido enterrado vivo.Agora imagine você, quantas pessoas estão dentro das igrejas e aparentam mortas, não tendo mais prazer de ouvir a palavra de Deus. Pessoas que mais se parecem com zumbis, andando de um lado para o outro, tendo suas junturas enrijecidas, o que chamamos na medicina legal de estado cadavérico.Precisamos trazer estes crentes de volta a vida, precisamos faze-los voltar ao primeiro amor, e então terão suas vidas de volta. É por isso que o diabo quer que todos vão para as igrejas, pois as doenças evangélicas irão mata-los, e já não há mais pastores que consigam cura-los. Mais eu profetizo que há uma geração de homens de Deus que começa a ser moldado a gosto de Jeová, como barro nas mãos do oleiro, que irão resgatar os catalépticos evangélicos, e você que está lendo esta mensagem poderá ser um.
A ANOREXIA
Uma doença nojenta e totalmente mortal como todas as outras. Identifica-se pela rígida e insuficiente dieta alimentar, por pessoas que geralmente tem problemas com auto-imagem, também chamada de pessoas anorexas. Esta doença talvez seja a que mais esta arrasando as igrejas, pois hoje os crentes que conhecemos hoje querem somente o pula-pula e rala-rala, cantores como KLEBER LUCAS, CASSIANE, e outros cobrando cerca de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) acreditem ou não. E ainda tem pastores que se escondem atrás de ofertas e cobram milhares de reais para pregar a palavra de Deus (imagine se a palavra fosse deles) e o povo é levado a ter um regime rígido, tendo um corpo espiritual seco e quase sem vida, já não conseguem se alimentar.Chego a crer que quando Deus leva o profeta Ezequiel no vale dos ossos secos, penso que aqueles ossos eram de um grande povo que outrora eram fieis e bem alimentados, mas que foram mortos pela anorexia, a falta de palavra. Culpados? Sim! Pastores que querem fazer show, ao invés de fazerem ovelhas.Irmãos! Busquem pela palavra de Deus. Caso seu pastor já não está pregando mais com a mesma unção, convide-o para ir ao monte. Mas o fato de Jeová ter levado o profeta ao vale, nos mostra a preocupação em resgatar os mortos pela anorexia, que estão caídos dentro das igrejas. Ainda há solução para as doenças evangélicas! ainda há cura para o doente! ainda existe um bálsamo!
A BULIMIA
Ingestão de alimentos, seguida de provocações voluntárias de vômitos. O doente tem um estranho remorso após ingerir alimentos e provoca vômitos com o intuito de se livra do alimento, achando conseguir um alivio para consciência.É triste, mas é verdade. Vemos muitas pessoas se dirigirem para os cultos, mas quando saem acabam vomitando a palavra de Deus, voltando a ser vazios do que de melhor se tem, a doce palavra de Deus. Homens que ao saírem da igreja agridem suas esposas. Jovens que ao saírem dos cultos se entregam a fornicação, mulheres que são verdadeiras “porcas” dentro de casa, não cuidam de nada, e ainda maltratam filhos e esposos, desperdiçando o que tem em casa. Sabe o que é isso? A bulimia!Outro dia perguntei para um irmão que participou de um evento festivo na sua igreja, se o culto da noite teria sido bom. Ele me respondeu que foi maravilhoso, muito hino, muito louvor, até me disse que “tava fogo puro”. Então eu lhe perguntei qual foi a mensagem que o pregador trouxe na noite. Sabe o que ele me disse??? EU NÃO ME LEMBRO! MAS SEI QUE FOI BOM!Isso me assusta! Pensamos que o povo evangélico está crescendo, talvez seja um inchaço, e se for crescimento, junto também vem os problemas, precisamos alertar o povo de Deus, antes que seja tarde para muitos. Pastores! Voltem ao primeiro amor.
CONCLUSÃO
Ainda me faltaria papel para continuar a falar de outras doenças como a AMINÉSIA, ARTROSE, DIABETES...Preguem a verdade doa a quem doer. Prosperidade não é a prioridade de Deus em nossas vidas, o Senhor não esta nos pedindo “uma fogueira profana”, Ele está preocupado com nossa saúde espiritual, é por isso que Ele nos chama de filhinhos, para cuidar de nós.A igreja precisa pregar sobre O BALSAMO DE GILEADE. Ele te cura de qualquer doença, e então você terá uma saúde perfeita a ponto de alegrar o coração de Deus. Lembrem-se: Doença mata!
Obrigado(a), PR.Alexandre
Assinar:
Postagens (Atom)